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Piloto morreu por asfixia causada por reação alérgica após “banho de óleo”, conclui perícia

Foto: Reprodução Redes Sociais

Por: Elisângela Pezzutti

21/07/2026 - 10:07 - Atualizada em: 21/07/2026 - 10:27

A morte do engenheiro e aluno de aviação Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, após um tradicional “banho de óleo” realizado em uma escola de aviação em Ponta Grossa (PR), foi causada por asfixia mecânica provocada por um inchaço nas vias aéreas decorrente de uma reação alérgica. A informação foi confirmada pelo delegado Lucas Petry, da Polícia Civil do Paraná (PCPR), com base no laudo da perícia.

Segundo a investigação, o laudo apontou como causa da morte “asfixia mecânica por edema de via aérea após exposição química”. Na prática, o jovem sofreu um inchaço intenso na garganta e nas vias respiratórias, o que impediu a passagem de ar, levando ao óbito. A polícia informou que a reação alérgica ocorreu após o contato com a substância utilizada durante o ritual realizado para comemorar o primeiro voo solo do aluno.

O caso ocorreu na última quinta-feira (16), no Centro de Instrução de Aviação Civil (Ciac), em Ponta Grossa. Conforme apurado pela Polícia Civil, um instrutor lançou sobre Gustavo um óleo utilizado em motores de aeronaves, prática tradicional em algumas escolas de aviação para marcar a conquista dos novos pilotos. Pouco depois do “banho de óleo”, o jovem passou mal. Ele sofreu uma grave reação alérgica, teve convulsões e três paradas cardiorrespiratórias. Apesar do atendimento prestado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), morreu no hospital.

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As investigações continuam para esclarecer todos os fatores que contribuíram para a morte. Segundo o delegado Lucas Petry, a Polícia Civil apura se a substância utilizada poderia estar adulterada ou se houve algum outro fator que agravou a reação alérgica. Colegas relataram que o óleo apresentava um cheiro incomum, informação que também está sendo analisada pelos investigadores.

O instrutor responsável por jogar o óleo se apresentou espontaneamente à Polícia Civil. Ele foi preso em flagrante por homicídio culposo, prestou depoimento e foi liberado após pagamento de fiança de R$ 3 mil. Em depoimento, afirmou que o procedimento é uma tradição na escola e que lançou o óleo “do pescoço para baixo”. O inquérito segue em andamento e a tipificação definitiva do caso dependerá da conclusão das investigações e dos laudos periciais.

Após o caso, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) alertou que óleos, lubrificantes e outros produtos químicos utilizados na aviação não devem, em nenhuma hipótese, entrar em contato com a pele, devido aos riscos que podem representar à saúde.

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Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.