A Polícia Federal (PF) deflagou nesta terça-feira (26) a Operação Gladiador para reprimir a emissão e comercialização de Carteira Nacional de Vigilante (CNV) falsa. O documento é emitido exclusivamente pela PF.

De acordo com as apurações, o esquema consistia na venda de CNV para pessoas sem vínculo empregatício com qualquer empresa de vigilância e mediante o uso de dados falsos.

A CNV é o documento de identificação funcional do vigilante. Emitido pela internet através do sistema GESP, e de uso obrigatório em serviço. É obrigatória para empresas especializadas em Segurança Privada, Empresas com Serviço Orgânico de Segurança Privada, Sindicatos da categoria de vigilantes

As empresas ou sindicatos devem acessar o Sistema GESP para efetuar a emissão da CNV. O documento é expedido em formato de arquivo PDF com QR Code para a verificação de autenticidade. Pode ser impresso em meio papel ou cartão PVC e deve ser entregue ao vigilante para porte exclusivamente em serviços.

Segundo o investigado na operação, cada carteira era emitida por R$ 180 a R$ 220. A estimativa é de que tenham sido comercializadas mais de 500 carteiras para vigilantes do estado de São Paulo e de outras unidades da federação.

A operação resultará em fiscalização, processos punitivos de empresas de segurança privada e dos vigilantes envolvidos no esquema ilícito e na responsabilização penal das responsáveis pelos supostos delitos de falsidade.