Pela morte de conhecido que insinuou sexo com filha, homem é condenado a 14 anos de prisão em Florianópolis

Foto: TJSC/Divulgação

Por: Claudio Costa

26/09/2023 - 17:09 - Atualizada em: 26/09/2023 - 17:26

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca da Capital condenou, nesta terça-feira (26), um homem a 14 anos de reclusão, em regime fechado, pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil, asfixia e meio cruel.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o acusado matou um conhecido que teria insinuado que pretendia praticar sexo com a filha do réu em um bairro do Norte da Ilha, em Florianópolis.

O magistrado Mônani Menine Pereira, que presidiu a sessão, negou ao apenado o direito de recorrer em liberdade.

Em janeiro de 2022, na rodovia Rafael da Rocha Pires, bairro Sambaqui, o acusado e a vítima consumiram bebida alcoólica e drogas durante um longo período.

Após comentar que faria sexo com a filha do réu, o acusado desferiu um soco na vítima, que ficou desacordada.

Mesmo com o homem inconsciente, o réu pegou um tijolo e o golpeou na cabeça.

O acusado continuou com a ação brutal e desferiu quatro facadas até a lâmina quebrar. Por fim, a vítima foi arrastada até o mar.

O laudo apontou como causa da morte asfixia associada a hemorragia por ferimentos de arma branca.

“Vejo inclusive que (nome do acusado) foi condenado por furto, com pena privativa de liberdade substituída por restritiva de direito, contudo o acusado não foi encontrado no endereço indicado naqueles autos e não compareceu para dar início ao cumprimento das reprimendas impostas, o que demonstra risco à aplicação da lei penal”, anotou na sentença o magistrado.

De acordo com o processo, em setembro de 2019, o acusado tentou furtar a uma loja no Centro de Palhoça.

Ele arremessou uma lajota de rua contra a vidraça da loja.

Policiais militares que estavam em uma base operacional nas proximidades efetuaram a prisão em flagrante.

Em dezembro de 2019, ele foi condenado a cinco meses e 10 dias de reclusão em regime aberto.

 

Notícias no celular

Whatsapp

Claudio Costa

Jornalista pós-graduado em investigação criminal e psicologia forense e pós-graduando em perícia criminal.