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PCC é alvo de mandados em SP e SC por sequestro e tortura de advogado

Foto: Divulgação/MPSC

Por: Ewaldo Willerding Neto

12/08/2026 - 11:08 - Atualizada em: 12/08/2026 - 11:33

A Polícia Militar e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagraram nesta quarta-feira (12) a Operação Patrocínio Fiel contra sete integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) suspeitos de envolvimento no sequestro, extorsão, tortura e ameaças contra um advogado na Baixada Santista. A ofensiva ocorre simultaneamente em quatro cidades do litoral paulista e em Florianópolis, Santa Catarina.

Ao todo, são cumpridos sete mandados de prisão temporária e 19 de busca e apreensão em Guarujá, São Vicente, Praia Grande, Cubatão (SP) e Florianópolis. Entre os endereços estão residências dos investigados, estabelecimentos comerciais ligados aos alvos e um imóvel apontado pela investigação como possível cativeiro da vítima.

“O planejamento da operação se deu com o objetivo de interromper a atuação dos alvos, identificados como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), assim como para preservar a integridade da vítima e assegurar a obtenção de provas fundamentais para o avanço das apurações”, disse o MPSP em comunicado.

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Segundo as autoridades, a atuação simultânea em cidades de dois estados busca ampliar o alcance da ação e reduzir as chances de fuga ou destruição de provas. Os suspeitos, aponta a investigação, seriam integrantes do PCC e teriam participado de uma sequência de crimes contra o advogado.

A operação também tem como objetivo interromper a atuação do grupo, proteger a vítima e reunir novas provas para o avanço da investigação. O caso envolve suspeitas de crimes praticados de forma articulada, mas a responsabilidade individual de cada investigado ainda será apurada.

A motivação do sequestro, no entanto, não foi divulgada pelas autoridades e o caso segue em sigilo.

A ofensiva ocorre semanas após a deflagração da Operação Janus, em meados de julho, que mirou a estrutura financeira e os chamados tribunais do crime do PCC. Na ocasião, foram cumpridos 18 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão, além de medidas para bloquear até R$ 10 milhões em bens de cada investigado.

A investigação identificou um esquema que utilizava contas de fachada, empresas, comércios e cooperativas de transporte para movimentar e ocultar recursos. As apurações tiveram como ponto de partida dados extraídos de celulares apreendidos de traficantes e deram continuidade a investigações das operações Bazaar, Recidere e Salus et Dignitas.

A Operação Recidere, deflagrada em 2023, investigou um esquema de lavagem de dinheiro e atuação de doleiros, com suspeitas de corrupção e interferência em investigações policiais. Já a Operação Salus et Dignitas, realizada em agosto de 2024, teve como foco a atuação do crime organizado na região central de São Paulo, especialmente pontos de tráfico e lavagem de dinheiro.

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Ewaldo Willerding Neto

Jornalista formado pela UFSC com 30 anos de atuação.