Parentes, amigos e colegas de profissão estiveram presentes na cerimônia de cremação do taxista Allan Jordan Tietz, morto após um assalto, na tarde desta quarta-feira (29), no Crematório Catarinense, na BR-280, no bairro Nereu Ramos, em Jaraguá do Sul. Nelson Tietz, pai de Allan, chegou no local ao lado da mulher e do filho, Sandra e Allison, por volta das 15h. “Eu acho que valeu a pena achar o Allan. Agora, a gente está em paz porque encontrou ele. Também porque a gente sabe que ele vai descansar. A Justiça quem faz é o juiz e o Homem lá em cima que sabe o que faz”, comentou Nelson.

A cerimônia foi comandada pelo padre Dulcio Antônio de Araujo, pároco da igreja São Judas Tadeu. Em um discurso emocionado, o religioso lembrou que Jesus também foi assassinado. “É um momento de muita dor e sofrimento para a família, para a comunidade e para os taxistas. Sabemos que Jesus também foi assassinado, pregado na cruz. Estamos vivendo a experiência do assassinato cruel que o Allan enfrentou. Nós só conseguiremos superar esse sofrimento, essa revolta sabendo que Jesus no seu último suspiro disse: “Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem”.

Um dos amigos presentes na bela cerimônia foi o mecânico Jorge Antônio, 47 anos. Ele foi vizinho de Nelson, amigo e mecânico. Viu Allan crescer e também cuidava dos seus carros. “O Allan era uma pessoa boa. Conheço ele há anos, eu conheço o Nelson e era vizinho dele. Quando a gente saia junto, dizia ao Nelson que ele tinha filhos de ouro. O Allan era uma pessoa excepcional, que não fazia mal para ninguém. Era um piá realmente incrível”, lembra Jorge.

 

O ponto alto da cerimônia foi o final. O padre Dulcio chamou amigos e parentes para ficar ao redor do caixão de Allan. Todos se abraçaram e rezaram o Pai Nosso. Todos disseram: “Allan, querido, nós te amamos”. Uma chuva de pétalas de rosa finalizou a despedida do taxista.