Você conhece ou já ouviu histórias de pessoas que foram apontadas como suspeitas e até mesmo presas por cometer um crime e, anos depois, foram inocentadas e tiveram suas sentenças anuladas?

Parece coisa de série policial, não é?

Segundo dados do Banco de Monitoramento de Prisões, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 41,5% (337.126) das pessoas que estão em presídios e penitenciárias são presos provisórios, ou seja, que ainda não foram condenadas e podem ser inocentes.

Em Santa Catarina, casos de pessoas que foram acusadas por um crime que não cometeram também ganharam notoriedade em todo o país.

Preparamos uma lista com algumas dessas histórias. Confira.

1. Maníaco da Bicicleta

Quem tem mais idade ou mora há anos em Joinville, certamente se lembra da história do “Maníaco da Bicicleta”.

O caso aconteceu em meados do ano 2000, quando o jardineiro Aluísio Plocharski foi considerado o principal suspeito de ser o estuprador em série que andava de bicicleta e atacava mulheres da cidade.

Foto Documentário "O Retrato aborda a história do maníaco da bicicleta | Foto Reprodução

A acusação começou após um retrato falado que se parecia com o jardineiro ser divulgado em rede nacional.

Aluísio foi levado à delegacia e só não foi preso porque as vítimas não o reconheceram.

As vítimas, aliás, ajudaram a reconhecer o verdadeiro responsável pelos crimes tempos depois.

O livro “Na Teia da Mídia” dos jornalistas Marco Schetter e Salvador Neto e o documentário "O Retrato", de Leonardo Koch, contam mais detalhes do caso.

 

2. Acusado de matar menina em igreja

Com repercussão nacional, o ajudante de pedreiro Oscar Gonçalves do Rosário foi acusado de matar uma menina na pia batismal de uma igreja, no bairro Jardim Iririú, em Joinville, no meio de um culto, em 3 de março de 2007.

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Oscar foi condenado pelo júri popular a 20 anos de prisão.

Porém, três anos depois, o caso foi anulado após decisão de desembargadores do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que alegaram inconsistência nos procedimentos policiais.

O caso é contado no documentário “Contestado: Jornalismo e Estado na acusação contra Oscar Gonçalves do Rosário”.

3. Acusado por estupro inocentado

Em 2010, na cidade de Trombudo Central, no Vale do Itajaí, João Alves Ferreira foi preso em flagrante acusado de abusar sexualmente de uma garota menor de idade.

João foi processado e condenado à pena de 9 anos de prisão em regime fechado.

Após ficar 2 anos e 8 meses preso, ele foi absolvido em segunda instância | Foto ilustrativa

Após ficar 2 anos e 8 meses preso, ele foi absolvido em segunda instância após um novo julgamento com depoimentos contraditórios da adolescente.

Em 2018, a 1ª Câmara de Direito Público do TJSC condenou o Estado de Santa Catarina a pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 15 mil para ele.

4. Solto após um ano preso

Em 2019, um homem que passou um ano preso, aguardando julgamento, foi absolvido pelo júri popular.

Identificado como Marcos Aurélio, o rapaz estava respondendo por um crime que aconteceu em 2011, no qual uma pessoa foi morta por asfixia e teve o corpo enterrado no bairro Morro do Meio, em Joinville.

Marcos Aurélio ficou um ano preso espero julgamento | Foto Arquivo/OCP

Na investigação, dois homens foram presos e, depois de mais de um ano, julgados no Fórum de Joinville.

Um deles foi condenado a 13 anos por homicídio e ocultação de cadáver. O segundo homem que teria participado do crime foi absolvido.

Segundo os jurados, Marcos Aurélio não teve participação no crime.

5. Solto por uma letra do nome

Em 2007, um homem ficou preso por oito dias após ser confundido com outra pessoa por conta do nome.

O homem preso tinha os mesmos quatro nomes de um foragido da Justiça, exceto por uma letra: um deles tinha um nome Valdeni, e o outro, Valderi.

Uma letra do nome mudou o caso. Um deles tinha um nome Valdeni, e o outro, Valderi | Foto Divulgação

Ele foi detido e levado à delegacia na cidade de Bombinhas sob suspeita de ser o detento foragido. Depois de oito dias, o erro foi visto e o rapaz foi solto.

Em 2011, Tribunal de Justiça de Santa Catarina ordenou que o Estado indenizasse o homem por danos morais com o valor de R$ 15 mil.

 

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