Nesta sexta-feira (16), a Polícia Civil de Santa Catarina, com o apoio do Ministério Público de SC, desencadeou a Operação “Zebra”. Trata-se da segunda fase da operação “Hera”. Esta fase apura agora crimes de exploração de jogos de azar, corrupção passiva e ativa, organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.

Após apreensões de elementos de provas na primeira fase da operação “Hera”, desencadeada pela Polícia Civil em 13 de dezembro de 2021, indicando a suspeita de crime de “rachadinha” na Câmara de Vereadores de Urussanga e uso de uma caixinha do asfalto da curva do “S”, a Polícia Civil, através da Delegacia de Polícia de Urussanga, começou a apurar os fatos, constatando que membros desse grupo praticavam a exploração do “jogo do bicho”, coordenados por um grupo criminoso que praticava crimes de lavagem de dinheiro, corrupção de agentes públicos e organização criminosa.

Estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, 11 quebras de sigilo, um afastamento e oito de sequestros de bens (dinheiro, imóveis e veículos) e afastamento de funções públicas nas cidades de Tubarão, Lauro Müller, Orleans, Urussanga e Criciúma.

Participam da operação policiais civis da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC/PCSC), Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LABLD), Coordenadoria Estadual de Combate à Corrupção (CECOR), Delegacias de Combate à Corrupção de Tubarão e Florianópolis (DECOR), Núcleo de Inteligência (NINT) da Delegacia Regional de Polícia de Criciúma e policiais civis da 5ª e da 6ª DRP, Tubarão e Criciúma, coordenados pela Delegacia de Polícia de Urussanga. A Polícia Militar de Santa Catarina está colaborando nos trabalhos.

"A zebra não está entre os 25 animais que emprestam o nome a essa loteria ilegal. Por essa razão, no jogo do bicho, dar zebra é algo impossível, ser algo imprevisível. Na primeira fase da operação “Hera” foram concluídos 9 inquéritos policiais. A organização criminosa investigada já responde a duas outras ações penais", comunicou a Polícia Civil.