A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (02/06), a segunda fase da Operação Supply Chain, conduzida pela Delegacia de Investigação à Lavagem de Dinheiro (DLAV/DEIC). A ação é resultado da análise de provas apreendidas na primeira etapa da investigação, realizada em outubro de 2025.
O inquérito apura um esquema que teria desviado R$ 8.090.788,91 de uma empresa. Segundo a investigação, a fraude teria sido articulada por um ex-comprador da companhia, que usava notas fiscais falsas emitidas por empresas cooptadas para enganar o setor financeiro da corporação.
Durante a análise do material recolhido, os policiais identificaram indícios de que o principal investigado continuou praticando atos de lavagem de dinheiro mesmo após a primeira fase da operação.
De acordo com a Polícia Civil, ele atuava como uma espécie de “investidor profissional”, utilizando contas bancárias de terceiros, inclusive da esposa, além de plataformas de apostas esportivas e negociações com imóveis de alto padrão no litoral catarinense.
As transações envolveriam imóveis localizados em cidades como Itapema, Porto Belo, Piçarras e Tijucas, com o objetivo de inserir recursos de origem ilícita no sistema financeiro.
A investigação também apontou que aproximadamente R$ 6 milhões do valor desviado teriam sido repassados a um casal residente em Joinville.
Conforme a Polícia Civil, os suspeitos utilizavam empresas de fachada e pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para ocultar os verdadeiros beneficiários dos recursos.
As diligências continuam, e a Polícia Civil segue apurando a participação de outros envolvidos no esquema.