A Polícia Civil desencadeou na quinta-feira a Operação “Heméra” para combater a falsificação de bebidas na região Sul do Estado. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Morro da Fumaça e Criciúma.

Os policiais civis encontraram um galpão com caixas de cerveja de várias marcas. Também foram encontrados rótulos e equipamentos para alterar rótulos e tampas de garrafa. A operação teve a participação de policiais civis de Morro da Fumaça, Cocal do Sul, Urussanga, Lauro Müller, Orleans e Criciúma, com o apoio do Saer.

Cinco homens suspeitos de atuarem na falsificação foram presos pelos crime de falsificação de bebida, com pena de 4 a 8 anos, e por organização criminosa, com pena de 3 a 8 anos. Duas pessoas, as quais seriam o suposto chefe e o gerente do esquema, foram identificados, mas ainda não foram encontrados.

A investigação

No dia 24 de junho, a Polícia Civil, em conjunto com a Polícia Militar de Morro da Fumaça, começou a investigar o caso após receber informações que um galpão em Morro da Fumaça havia sido locado por suspeitos.

O local foi identificado, assim como o grupo que estaria no local. Em diligências, foi identificado que seria um depósito de bebidas falsificadas que estariam sendo falsificadas em um sítio, também em Morro da Fumaça.

Foram representadas medidas cautelares à Justiça, entre elas quatro mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram cumpridas na tarde de quinta-feira, em Morro da Fumaça e Criciúma.

No galpão foram encontradas caixas de cervejas em tese adulteradas. Em um sítio foram encontrados rótulos e tampinhas de bebidas, além de equipamentos para mudar rótulos, cola e esponjas.

Ao todo foram aprendidos em torno de 10 mil garrafas de 600ml, cheias e lacradas, uma Chevrolet/Spin, um caminhão, celulares, caderno com anotações, cinco caixas de papelão com diversas tampinhas, duas embalagens fechadas com rótulos de bebidas, diversos rótulos soltos, quatro baldes com polvilho para cola, marretas para fechar as garrafas, um rolo de fita plástica para amarrar as caixas, esponja para lavar as garrafas e várias garrafas vazias.

Heméra, o nome da operação, é uma alusão à Deusa Grega da Mentira.