Na manhã desta segunda-feira, a Polícia Civil realizou a operação “Gêmeo do Mal” decorrente de inquérito policial que apura delitos de fraude em licitações, organização criminosa e outros crimes conexos, em Imaruí, Sul do Estado.

A ação é da 2ª DECOR (Delegacia Especializada no Combate à Corrupção – Região Sul), em investigação conjunta com a Delegacia de Polícia da Comarca de Imaruí.

A investigação, iniciada há cerca de quatro meses, identificou suspeitas de que os envolvidos engendraram uma organização criminosa visando subtrair recursos públicos através de fraudes em certames, superfaturamento de serviços e obras, prestação insuficiente e/ou deficiente, descumprimento de obrigações dos editais, entre outros.

"Apurou-se que um empresário, associado a agentes públicos, é suspeito de utilizar-se de sua empresa para monopolizar licitações e propiciar o enriquecimento ilícito dos envolvidos. Um servidor público que atuou nas comissões de licitações, inclusive, foi identificado como sendo “sócio oculto” da pessoa jurídica utilizada pela organização criminosa", explicou a Polícia Civil.

Além dos crimes mencionados, foram angariados fundados indícios de prática de corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e improbidade administrativa. Os valores envolvidos, em pouco mais de três anos, ultrapassam R$ 3,1 milhões (não corrigidos).

Mandados

Após representação formulada pela Polícia Civil, a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva contra o empresário investigado e sete mandados de busca e apreensão, os quais foram cumpridos nas residências dos suspeitos e em repartições públicas.

Dois servidores foram afastados de suas funções públicas com medidas restritivas diversas da prisão. A decisão judicial determinou, ainda, a suspensão de todos os contratos vigentes, bem como pagamentos a receber, além de outras medidas visando o aprofundamento da investigação.

Durante o cumprimento dos mandados, a Polícia Civil apreendeu veículos dos investigados, celulares e documentos para instruir o inquérito, dentre eles, cerca de uma dúzia de processos licitatórios sob suspeita.

"A investigação prossegue para identificar outros envolvidos na organização criminosa e demais crimes praticados", reforçou o órgão.

Operação

A operação, cujo nome dado é uma referência ao nome fantasia da empresa, teve a participação de cerca de 15 policiais civis e contou com o apoio operacional da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Laguna. O homem preso foi interrogado e conduzido ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

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