O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Rage Bait, para investigar a perseguição de adolescentes por meio de plataformas digitais. A ação cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Florianópolis e Belo Horizonte (MG).
A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), por meio do CyberGAECO, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Cibernético (GAECIBER), do Ministério Público de Minas Gerais.
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Segundo as investigações, perfis em redes sociais teriam divulgado informações pessoais das vítimas e incentivado a prática de crimes contra elas de maneira recorrente. Os responsáveis também teriam adotado estratégias para ampliar o alcance das publicações e intensificar a exposição dos adolescentes.
A apuração identificou indícios de que ferramentas de edição digital e recursos de inteligência artificial foram utilizados na produção de parte dos conteúdos. Os investigadores buscam esclarecer como os dados pessoais foram obtidos, quem participou da elaboração das publicações e de que maneira o material foi disseminado.
Os equipamentos e materiais apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para análise. O procedimento tramita sob sigilo judicial, e novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.
O que significa Rage Bait?
O nome da operação faz referência à estratégia de produzir conteúdos com o objetivo de provocar indignação e reações emocionais intensas. Nas redes sociais, esse tipo de publicação costuma buscar engajamento e ampliar artificialmente o alcance das mensagens, podendo potencializar os ataques contra as vítimas.