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Operação do Gaeco apura facilitação de ingresso de dispositivos eletrônicos em unidade prisional

Foto: Divulgação/Gaeco

Por: Ewaldo Willerding Neto

21/05/2026 - 10:05 - Atualizada em: 21/05/2026 - 10:20

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou na manhã desta quinta-feira (21) a Operação “Smart” para apurar a facilitação do ingresso de dispositivos eletrônicos o interior da Unidade de Detenção Provisória (UDP), anexa ao Complexo Penitenciário da Agronômica, em Florianópolis.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, além de quebra de sigilo bancário expedidos pela Vara Estadual das Organizações Criminosas, contra suspeito de facilitar ingresso de dispositivos eletrônicos na unidade prisional.

Durante as buscas houve uma prisão em flagrante pela posse de 2,847 Kg de maconha. Também foram apreendidos balanças de precisão, material para embalar drogas e aparelhos de telefonia celular.

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A ação do Gaeco, coordenado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em apoio à investigação presidida pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital, teve início após a apreensão administrativa por parte da Polícia Penal, realizada na Penitenciária de Florianópolis, de um smartwatch equipado com chip e carregador, em posse, a princípio, de integrante da organização criminosa.

Foto: Divulgação/Gaeco

Durante o procedimento padrão de conferência da Polícia Penal foi localizado o dispositivo com os demais itens, intencionalmente dissimulados, ficando ocultos o que deixa evidente a intenção de burlar sistemas de revista naquela unidade prisional.

As apurações revelaram a existência de um possível esquema estruturado voltado à facilitação do ingresso de dispositivos eletrônicos proibidos na Unidade de Detenção Provisória (UDP), com participação do investigado na operação.

Na operação o Gaeco conta com o apoio da Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (SEJURI) por intermédio da Corregedoria e também por agentes de Inteligência da Polícia Penal que auxiliam as equipes designadas no cumprimento das ordens judiciais.

Os objetos apreendidos serão encaminhados para Polícia Científica que realizará uma perícia especializada para análise técnica e extração de dados e posteriormente enviará para análise da equipe de investigação.

A investigação tramita em sigilo. Assim que houver publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas.

Operação Smart

A denominação da operação remete à ideia de inteligência e uso de tecnologia, características diretamente relacionadas ao objetivo da operação, que é combater o ingresso de dispositivos eletrônicos em uma Unidade de Detenção.

 

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Ewaldo Willerding Neto

Jornalista formado pela UFSC com 30 anos de atuação.