Uma pessoa foi presa em flagrante na manhã desta quarta-feira (21), em Florianópolis, por armazenar material de abuso sexual infantil durante a Operação Mariposa IV, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), por meio do CyberGAECO. A ação também cumpriu mandados de busca e apreensão em Florianópolis e Pomerode, no Vale do Itajaí.
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A operação foi realizada em apoio à 19ª Promotoria de Justiça da Capital e à 2ª Promotoria de Justiça de Pomerode. As investigações identificaram indícios de download e armazenamento de arquivos digitais contendo cenas de abuso sexual de crianças e adolescentes.
Conforme o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os investigados foram identificados por meio de diligências em ambientes virtuais. Até o momento, não foram identificados vínculos entre eles.
Materiais serão periciados
As medidas judiciais têm como objetivo aprofundar as investigações, identificar os responsáveis e reunir novas provas. Os materiais apreendidos passarão por perícia e análise técnica especializada, que poderão contribuir para identificar possíveis vítimas e outros envolvidos.
O MPSC também reforçou o alerta para os riscos relacionados à produção, ao compartilhamento e à circulação de imagens pessoais de crianças e adolescentes na internet. Conteúdos enviados em conversas privadas ou em contextos de confiança podem ser distribuídos e utilizados indevidamente por terceiros.
A orientação é que pais, responsáveis e educadores mantenham diálogo aberto com crianças e adolescentes sobre privacidade, segurança digital e proteção da própria imagem.
Operação tem alcance internacional
A Operação Mariposa integra uma mobilização internacional de combate à exploração e ao abuso sexual de crianças e adolescentes em ambientes digitais. A iniciativa reúne autoridades e instituições de diferentes países da América Latina para identificar usuários envolvidos nesses crimes.
A ação é coordenada pela Child Rescue Coalition, organização sem fins lucrativos que desenvolve tecnologias para apoiar investigações de proteção à infância. A mobilização conta ainda com apoio da INTERPOL, da Homeland Security Investigations (HSI), dos Estados Unidos, do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e da Tim Tebow Foundation.
As investigações seguem em andamento.