A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou nesta terça-feira (19) a “Operação Pitágoras” com objetivo de desestruturar uma associação criminosa especializada em furtos, roubos e adulteração de veículos que atuava com forte expressão na Grande Florianópolis.
A ação foi realizada por meio da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos do Departamento de Investigações Criminais (DFRV/DEIC), em conjunto com a Polícia Militar e o Núcleo Integrado de Inteligência de São José.
Ao todo, foram expedidos 54 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão, cumpridos nos municípios de Florianópolis, São José, Palhoça, Biguaçu, Joinville, Araquari, Laguna, Lages e Bom Retiro.
A ação resultou na prisão de sete investigados em cumprimento aos mandados judiciais, além de uma prisão em flagrante por tráfico de drogas. Na ocasião, o padrasto de um dos alvos foi flagrado com cerca de um quilo de cocaína e crack. O homem havia recebido liberdade condicional há aproximadamente três meses, após cumprir pena por uma condenação anterior pelo mesmo crime em 2023. Dois investigados não foram localizados e permanecem foragidos.
O nome da operação faz referência ao matemático grego, simbolizando a integração das forças de segurança em torno de um “triângulo equilátero”, representado pela atuação conjunta e coordenada entre a Polícia Civil, a Polícia Militar e o Núcleo de Inteligência.
Entenda o caso
As investigações começaram em 2025, após ser detectado um aumento expressivo no furto de veículos de marcas específicas. Durante o período de monitoramento, o grupo criminoso subtraiu quase 50 automóveis, dos quais aproximadamente 90% foram recuperados graças à pronta intervenção das forças de segurança.
A apuração revelou uma complexa divisão de tarefas. Entre os investigados, há um funcionário de uma empresa de confecção de placas automotivas, suspeito de atuar na clonagem e regularização clandestina dos carros, e um chaveiro que auxiliava na confecção de novas chaves para dar partida nos veículos subtraídos.
A operação é o resultado de meses de cruzamento de dados, análise de monitoramento e trabalho de campo entre a DFRV/DEIC e as agências de inteligência da Polícia Militar de Biguaçu, São José, Florianópolis e Palhoça, além da Guarda Municipal de São José. A Polícia Civil destaca que o apoio institucional do Poder Judiciário e do Ministério Público da Comarca de São José foi fundamental para o êxito e a segurança jurídica da operação.