O médico oftalmologista Walter Coral foi reintegrado na Junta Médica na última sexta-feira (13) pelo Detran de Jaraguá do Sul, por meio de intimação do delegado regional Fabiano dos Santos Silveira.

O profissional estava afastado das funções desde junho, em razão de episódio envolvendo a morte de Ardoíno Meneghelli, nas dependências do Ciretran.

O médico, que possui 40 anos de carreira, 35 deles em Jaraguá do Sul, ressalta que foi surpreendido pela notícia de seu afastamento acautelatório das funções, que incluem exames médicos aos candidatos à obtenção de primeira carteira de motorista ou renovação.

"Este afastamento se deu sem meu conhecimento da existência de qualquer processo administrativo e, consequentemente, infringindo fatalmente os meus direitos constitucionais de ampla defesa e contraditório”, explica.

Coral destaca que não se manifestou na imprensa naquela época porque não conhecia o conteúdo do processo administrativo.

Segundo informou, devido às irregularidades do seu afastamento, conseguiu ordem judicial liminar determinando o pronto regresso às atividades na Junta Médica do Detran de Jaraguá do Sul.

"Minhas atividades profissionais continuam normalmente em meu consultório – ao contrário do que algumas pessoas divulgaram erroneamente. Infelizmente, dada a natureza humana e os discursos de ódio que permeiam as redes sociais, fui alvo das mais infelizes e infundadas acusações, além de ser vítima de graves calúnias e absurdas difamações”, ressalta.

Primeiro atendimento à vítima

Sobre o que aconteceu no dia 7 de junho deste ano, quando Ardoíno Meneghelli acabou falecendo, o oftalmologista assegura que em nenhum momento deixou de prestar o socorro inicial adequado que era possível.

A vítima, descreve ele, estava com sinais vitais ativos (batimentos cardíacos e respiração), prontamente checados por Coral, até o momento da chegada de outros profissionais com conhecimento e experiência de primeiros socorros.

"Os profissionais começaram o procedimento de massagem cardiorrespiratória apenas quando necessário, pois tal procedimento só ocorre quando a vítima não tem seus sinais de respiração e batimento cardíaco ativos", acentua.

O médico revela não ter praticado qualquer ato que visasse atrapalhar ou dificultar o trabalho das equipes de pronto atendimento.

De acordo com ele, permaneceu no local o tempo todo e questionou se não haveria a necessidade de encaminhar a vítima ao hospital o quanto antes a partir do momento que se viu necessária a aplicação de procedimentos de massagem cardiorrespiratória.

Calúnias e difamações nas redes sociais

O profissional também destaca que os relatos que denegriram sua imagem nas redes sociais são de pessoas que sequer estavam no local dos fatos.

E, ainda, que as pessoas realmente presentes no Detran naquele momento e que se manifestaram nas redes sociais confirmaram os primeiros socorros prestados por ele.

Exerço a atividade de médico na Junta Médica do Detran há mais de 25 anos, jamais tendo respondido a qualquer processo administrativo de qualquer natureza. Igualmente, jamais respondi a qualquer processo ético-disciplinar perante meu órgão profissional fiscalizador, o Conselho Regional de Medicina", salienta.

Conforme o médico, sua assessoria jurídica avalia as medidas a serem tomadas contra os autores das calúnias e difamações que foram perpetradas nas redes sociais por pessoas que não tinham o conhecimento da realidade dos fatos ou, se o tinham, a distorceram de modo a lhe prejudicar.

"Não obstante o sofrimento diário que eu e minha família estamos passando desde o meu ilegal afastamento, assim como o da enlutada família do sr. Ardoíno, falo em respeito aos meus pacientes e amigos, à classe médica e à comunidade jaraguaense, acreditando que a transparência e clareza das informações devem pautar a vida em sociedade em todos os seus vieses”, defende.

 

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