Em alusão à Semana Nacional do Trânsito, realizada entre os dias 18 e 25 de setembro, o OCP foi às ruas de Jaraguá do Sul para saber como as pessoas enxergam o trânsito na cidade.

Elas relataram os problemas que enfrentam e também elogiaram alguns aspectos.

Motorista de ônibus, Joseane Francisca Raupp, 44 anos, afirma que a maior parte dos condutores dos outros automóveis não dá a vez para o veículo do transporte coletivo.

Para conseguir sair, além da seta, precisa "embicar" o ônibus e só então voltar a trafegar na pista de rolamento.

“Nós temos muitos problemas com os motociclistas. Eles ultrapassam a gente pelo lado direito, quando o certo é ultrapassar pelo lado esquerdo. É um ponto cego e isso causa muitos acidentes com motos”, lembra Joseane.

As ruas principais da cidade ficam sobrecarregadas, principalmente nos horários de pico. Apesar do esforço na reformulação dos sentidos das vias, é preciso um investimento na infraestrutura, obras que gerem um real impacto na mobilidade da cidade.

Andrei Correia, 22 anos, é taxista há cerca de três meses, mas já tem uma ideia do trânsito pesado de Jaraguá do Sul. Segundo ele, o sentido único de algumas ruas precisa ser revisto.

“Nos horários de pico, algumas ruas ficam fora de mão. Se tivesse o sentido de ir e vir, não iria afunilar em um só sentido”, explica.

O motorista de caminhão de frete Valdomiro de Oliveira, 70 anos, acredita que o fluxo de veículos nos horários de pico é o maior problema do trânsito de Jaraguá do Sul. Ele destaca que, após às 16h, fica muito complicado transitar na cidade.

“Eu acho que precisaria dar um jeito para escoar o trânsito. Se eles construíssem mais pontes, seria bom”, sugere Valdomiro.

Valdomiro diz que é necessário ter calma para enfrentar filas

Aumento da frota

De acordo com números do Departamento de Trânsito de Santa Catarina (Detran-SC), Jaraguá do Sul conta com uma frota de 120.870 veículos.

Com uma população estimada em 177.697 pessoas, a cidade tem uma média de 1,47 pessoa por veículo.

Para se ter uma ideia, Curitiba tem uma média de quase duas pessoas por automóvel. Estima-se que a frota da cidade tenha passado de um milhão de veículos em 2018.

Ou seja, o número crescente de carros é um problema enfrentado tanto nas pequenas quanto nas grandes cidades.

Junior Lopes, 28 anos, trabalha no departamento de Recursos Humanos de uma empresa.

Educação no trânsito

No fim do ano passado, a Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) de Jaraguá do Sul foi alvo de uma operação policial.

O agente responsável pelos exames de direção na região é acusado de cobrar das autoescolas para facilitar a aprovação dos alunos.

Uma reportagem do OCP mostrou que o índice de reprovação na época em que o antigo instrutor atuava nos testes era de apenas 3%.

Com o novo instrutor e a adequação dos testes ao que é exigido pelo Código Brasileiro de Trânsito, o índice passou para 70%.

Para o motoboy Bruno Otávio Kobczinsky, 22 anos, o maior problema do trânsito de Jaraguá do Sul é o motorista que não dá a seta de direção. Muitos deles acabam fechando o motociclista ao mudar de faixa sem sinalizar.

“Eu até me acidentei esses dias na rua Jorge Czerniewicz. A motorista freou e, do nada, entrou na rua. Para não bater nela, eu acabei desviando da traseira, mas acabei batendo na porta. Eu não cheguei a me machucar porque estava devagar”, lembra o motoboy.

 

Motoboy de 22 anos sofreu acidente por falta de uso da seta| Foto: Fábio Junkes/OCP News

O mecânico Eugênio Alves Maricato, 21 anos, anda 20 quilômetros de bicicleta todos os dias. Eugênio relata que alguns motoristas não param na faixa para o ciclista atravessar a rua e também não respeitam a distância de um metro e meio no tráfego, mas gosta da estrutura das ciclovias.

“Eu não ando como alguns ciclistas andam, pelo meio das ruas, e gosto das ciclovias. Para trabalhar está muito bom”, elogia o mecânico.

Mecânico acredita que estrutura das ciclovias é muito boa | Foto: Fábio Junkes/OCP News

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