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Mulher mantida em cárcere privado pede ajuda a professora por meio do filho de 7 anos

Foto: Polícia Civil

Por: Elisângela Pezzutti

03/09/2026 - 15:09 - Atualizada em: 03/09/2026 - 15:14

“Estou escrevendo para pedir ajuda mais uma vez, porque estou que não aguento mais.” A frase faz parte de um dos bilhetes enviados por uma mulher de 22 anos à professora do filho. Ela relatava estar sendo mantida em cárcere privado pelo marido dentro da própria casa, em Gongogi, no sul da Bahia.

A mulher e o suspeito são pais de dois filhos: o mais velho tem sete anos e o mais novo, um ano e dois meses. Foi justamente o filho de sete anos quem ajudou a mãe a fazer os pedidos de socorro chegarem à escola.

O pedido de ajuda resultou na prisão do homem. Na quarta-feira (2), a polícia cumpriu um mandado contra o suspeito, que não teve a identidade divulgada. Ele permanece detido nesta quinta-feira (3) e deverá passar por audiência de custódia.

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Nos relatos deixados pela vítima, ela também contou que era alvo de ameaças e agressões frequentes.

Vítima também fez desenho de mulher chorando no caderno do filho — Foto: Polícia Civil

Agressões e ameaças

Segundo as informações do caso, o relacionamento começou quando a mulher tinha aproximadamente 13 anos. Ao longo dos oito anos de convivência, episódios de violência e ameaças teriam se tornado recorrentes.

Recentemente, a situação teria se agravado. O homem passou a impedir que a mulher deixasse a residência e mantivesse contato com familiares. Sem poder buscar ajuda diretamente, ela recorreu ao filho mais velho para fazer os pedidos de socorro chegarem à escola.

Em um dos bilhetes, a mulher escreveu: “Estou escrevendo para pedir ajuda mais uma vez, porque estou que não aguento mais. Quase todos os dias é uma ameaça de morte. Vocês pediram pra eu esperar a ajuda, mas só que essa ajuda nunca chegou”.

Em outro relato, ela descreveu uma das ameaças feitas pelo marido: “Ele fala em me matar de facão se eu for embora, diz que corta o meu cabelo”.

De acordo com o delegado responsável pela investigação, Rodrigo Fernando de Souza, foram dois bilhetes entregues à escola antes que as informações chegassem às autoridades. A sequência dos pedidos ajuda a explicar a referência feita pela vítima à espera por ajuda.

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Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.