Sandra Mara Fernandes, mulher de 33 anos que, após um surto psicótico, foi encontrada tendo relações sexuais com um morador de rua, se posicionou pela primeira vez nesta quarta-feira (27).

Em um texto nas redes sociais, ela afirmou estar “profundamente dilacerada pelo ocorrido”.

O caso ocorreu no dia 9 de março em Planaltina, no Distrito Federal.

 

 

O marido de Sandra a encontrou com Givaldo Alves dentro do automóvel da esposa, e, à polícia, disse ter pensado que Sandra estava sendo estuprada pelo homem — o que o levou a espancá-lo.

Em um laudo obtido pelo jornal “O Globo”, o Hospital Universitário de Brasília concluiu que Sandra estava em um quadro de transtorno afetivo bipolar em fase maníaca psicótica.

Ela foi internada em uma clínica psiquiátrica desde então. A polícia investiga o caso.

Após o ocorrido, Givaldo Alves teve uma conta no Instagram criada com mais de 64 mil seguidores.

Nas redes, Sandra Fernandes escreveu que foi “vítima de chacotas, humilhações em rede nacional” e disse que não escolhera ter “um surto”.

“Eu sempre soube que vivemos numa sociedade desigual, mas eu não escolhi ter um surto, eu não escolhi ter sido humilhada, eu não escolhi ter minha vida exposta e devastada”, afirma.

“Hoje eu busco na Justiça os meus direitos, pois nunca faltei com respeito com ninguém e não merecia ter sido tratada como uma qualquer, e, principalmente, ter sido usada como objeto de prazer durante delírios e alucinações que confundiram minha mente e me colocaram num contexto nojento e sórdido”, completou.

Sandra agradeceu ao marido por saber que “em condições normais eu jamais teria permitido passar por aquilo”, além de também citar profissionais da saúde com quem tem tido contato desde o ocorrido.

Em vídeo gravado nos stories do Instagram, Sandra disse ainda que vai “lutar pelo direito das mulheres, por mais que algumas não tenham me defendido”. “Todas nós mulheres merecemos respeito.”

“Essa ferida que existe em mim vai se curar, aos poucos”, destacou.

*Com informações da CNN.

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