Nesta segunda-feira, 8, uma ocorrência de lesão corporal no âmbito da violência doméstica foi registrada em Grão Pará. O caso, ocorrido por volta das 20h42, mobilizou a guarnição 6612, que foi acionada pelo Centro Operacional de Polícia Militar para intervir em uma situação alarmante.
Ao chegar no endereço fornecido, os policiais constataram a veracidade dos fatos e se depararam com uma cena de violência doméstica que envolvia agressões físicas e ameaças. A vítima, em conversa com a guarnição, relatou que seu parceiro chegou embriagado em casa, alegando ter perdido documentos e exigindo dinheiro e cartões de crédito.
A situação escalou quando a vítima insinuou que alguém teria pegado os documentos, provocando a ira do agressor. Ele passou a agredir a vítima com socos, puxões de cabelo e arranhões no rosto, resultando em ferimentos visíveis. A violência só cessou quando os filhos do casal interferiram, sendo também alvos das agressões.
Os relatos dos filhos foram uníssonos. Um deles descreveu a chegada do pai embriagado, iniciando uma discussão que culminou em agressões físicas à mãe. Ao intervir, empurrou o pai, que caiu e bateu a cabeça em um vaso de flores, causando uma lesão. O outro filho testemunhou o pai ameaçando a mãe com uma faca e, ao intervir, também empurrou o agressor, resultando em outra queda e lesão na cabeça.
A guarnição, diante dos fatos, deu voz de prisão ao agressor, baseando-se na Lei Maria da Penha, pelo crime de lesão corporal. Apesar dos sinais de embriaguez apresentados pelo autor, a sua cooperação permitiu que a prisão fosse realizada sem necessidade de algemas.
Vale ressaltar que o autor já possui histórico criminal relacionado a violência doméstica, sendo preso anteriormente pelo mesmo motivo. Antes de conduzi-lo à Central de Flagrantes da Polícia Civil em Tubarão, a guarnição o encaminhou ao Hospital Santa Teresinha em Braço do Norte para tratamento das lesões decorrentes da queda.
Tanto o agressor quanto a vítima foram atendidos no hospital e, posteriormente, encaminhados ao Instituto Geral de Perícias. Os filhos, como testemunhas, acompanharam o processo e seguiram para a Central de Flagrantes para depoimentos e a lavratura dos procedimentos legais pela autoridade policial competente.
Com informações do portal HC Notícias