Aos 46 anos, Simone Aparecida Pereira fez uma descoberta que ela jamais poderia imaginar: o homem a quem chamou de pai a vida inteira era, na verdade, seu sequestrador.

Ela vive, atualmente, em Cariacica, no Espírito Santo, mas a história começa em um município do interior paulista chamado Tanabi. Ali, aos 2 anos de idade, Simone foi raptada e levada para a cidade em que mora até hoje.

 

 

A descoberta foi feita após a mulher resolver ir em busca de seu passado: ela tinha dúvidas em relação à história que seu suposto pai, Pedro Antônio Garcia, contava em relação à mãe, que teria morrido quando ela ainda era bebê.

"Em nenhum momento passou pela minha cabeça que eu não era filha dele. Mas eu desconfiava que minha mãe estivesse viva. Ele era uma pessoa violenta, então achei que ela poderia estar perdida por aí. Do nada liguei para a delegacia de São Paulo e perguntei se ele [o pai] tinha alguma ficha criminal na polícia. Me falaram para procurar saber no Fórum. E foi lá que descobri tudo. Que não era filha dele, que eu havia sido sequestrada", disse Simone.

O sequestro

No Fórum, ela teve acesso a um documento de 28 páginas que relatava o seu sequestro, ocorrido em 1975. Conforme o documento, Pedro era uma pessoa próxima de sua mãe biológica, Neide Aparecida Pereira.

Simone teve acesso ao processo que relatava o seu sequestro | Imagem: Reprodução/MPSP

Ele havia sido casado com a prima do ex-marido de Neide e, após o falecimento de sua esposa, mudou-se para a casa dela.

No dia do sequestro, a mulher havia saído para buscar lenha - ao retornar, não encontrou nem a filha nem Pedro. Na tarde do mesmo dia, ela foi até a delegacia de Tanabi para registrar a ocorrência. O caso foi encerrado menos de um ano depois.

Após rodar com seu suposto pai por São Paulo e Minas Gerais, Simone chegou a Cariacica, onde começou uma vida nova, sem nunca desconfiar do que havia ocorrido.

A mãe biológica

Desde a descoberta, o desejo de Simone é poder encontrar a sua mãe biológica, que hoje estaria com 66 anos. Segundo informações, ela não mais vive em Tanabi.

“Acredito que ela sofreu muito por ter imaginado que mil coisas poderiam ter acontecido comigo e ela não podia fazer nada. Acredito que milagres acontecem. Não tinha como saber dessa história. Tenho esperança em encontrá-la."

 

Com informações de A Gazeta.

 

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