Dirigir pela SC-108, no trecho entre Guaramirim e Blumenau, tem se tornado cada vez mais difícil. Todos os dias, milhares de veículos, entre eles carretas com cargas pesadas, encaram a rodovia com tráfego intenso e esse não é o único problema dos motoristas. O número de buracos aumenta a cada dia que passa e a opção que os motoristas têm é desviar dos buracos. Mas as manobras fazem com que os veículos invadam a pista contrária ou o acostamento. Com isso, o risco de acidentes aumenta consideravelmente. Veja a reportagem em vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=aG9T_0KtrwY&feature=youtu.be O frentista Wellington Cardoso já utilizou a caminhonete do posto em que trabalha, localizado nas proximidades do trevo que dá acesso à rodovia SC-415, para realizar um concerto em um enorme buraco localizado na pista, com areia. “Eu já tive que gastar R$ 120 em pneus, porque pegou o da frente e o de trás logo em seguida. Todo local tem buraco na rodovia. Nos dias de chuva piora porque a massa que eles colocam no buraco sai com muita facilidade”, comenta. Os moradores que trafegam na rodovia sofrem ainda mais com a falta de manutenção. Gerente de um restaurante localizado às margens da SC-108, Patrícia Oliveira leva todos os dias o filho para a escola no bairro Barro Branco. “É bem perigoso. Muitas vezes você tem que frear ou desviar dos buracos. Uma vez, eu caí em um dos buracos e estourei os dois pneus. O prejuízo foi de quase R$ 2 mil, porque entortou o aro e eu tive que trocar tudo”, explica. Ao percorrer alguns quilômetros da SC-108 é possível perceber que há um grande número de ondulações causadas pelo tráfego dos veículos pesados e o asfalto apresenta rachaduras que, com a infiltração da água, vão dar lugar a novos buracos. É evidente, ainda, que o asfalto da pista está deteriorado e que apenas as operações tapa-buracos não vão resolver os problemas estruturais da pista. “Eu acho que tem que fazer o asfalto novamente. Eles já taparam os buracos, mas, com as chuvas, eles acabam voltando. Agora, os próprios moradores já sinalizaram os buracos com tinta branca para avisar. A gente que conhece até desvia, mas muitas pessoas acabam parando aqui com os pneus furados e atrás de socorro porque não sabem onde tem um borracheiro”, afirma Oliveira. ADR pede recursos para recuperar trechos O secretário-executivo da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Jaraguá do Sul, Leonel Pradi Floriani, afirma que foi duas vezes neste ano para Florianópolis em busca de recursos para recuperar aquele trecho da SC-108. Ele explica que há duas situações que estão impedindo as obras na rodovia. A falta de repasse de R$ 300 mil para a operação tapa-buracos, em caráter emergencial. O outro caso é a liberação de R$ 3 milhões para fazer obras de substituição do asfalto da pista. “O asfalto dessa via está em um estágio de deterioração elevado. Para isso, é preciso fazer a fresagem da camada asfáltica e a recomposição de determinados trechos. Eu fui pedir isso para o secretário de Infraestrutura, Paulo França, em janeiro e nesta terça-feira, justamente para demonstrar a importância e a necessidade, porque está numa situação bastante complicada. Eu fui juntamente com o secretário Carlos Chiodini para explicar a urgência dessa obra”, afirma. Floriani explica que, com a troca de secretários e a do governador, houve uma reavaliação das obras em todo o Estado. A SC-108 está em um grau de prioridade máxima. O secretário também citou a possibilidade de duplicação da rodovia. O projeto está em fase de fomentação e os recursos viriam do Banco Mundial. “Mesmo que haja uma sobreposição dessas obras, a gente tem que fazer o que tem que ser feito. Essa rodovia é uma das mais perigosas do estado. E também pode chegar em um ponto que a recuperação fica difícil”, ressalta.