O corpo de uma motorista de aplicativo foi encontrado dentro do porta-malas do carro que ela usava para trabalhar.

Na terça-feira (15), o veículo de Michelle Caroline Chinol, de 39 anos, foi apreendido pela Prefeitura de Curitiba, no bairro Ganchinho, por estar estacionado de maneira irregular. O carro da mulher foi encaminhado para o pátio da Superintendência de Trânsito.

No dia seguinte, os funcionários da empresa sentiram um forte odor vindo do carro. Por conta disso, decidiram chamar a Guarda Municipal, que encontrou o corpo de Michelle em decomposição dentro do porta-malas do veículo.

A mulher foi encontrada com uma meia dentro da boca. De acordo com as informações do g1, diversas impressões digitais que podem ajudar no caso foram encontradas pelos peritos.

“Não foi possível visualizar marcas de lesões, somente um pequeno corte no pulso. Não houve no presente momento nenhuma indicação de um desarranjo social sério, de alguma disputa, alguma ameaça, envolvimento em criminalidade. A motivação precisa ser um pouco mais esmiuçada nos próximos dias”, declarou o delegado da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa, Victor Menezes.

Foto: Divulgação

As principais linhas de investigação da Polícia Civil indicam até o momento que foi um roubo seguido de morte. Os policias ainda querem descobrir se a mulher estava com algum passageiro antes de morrer.

“O carro apreendido está no nome do irmão de um amigo, que já morreu. A princípio, não houve evidências de morte violenta, já que era uma pessoa mais difícil de ser dominada”, afirmou Menezes. “Neste primeiro momento, não sabemos quais aplicativos que ela trabalhava e se tinha transportado algum passageiro momentos depois”, completou.

A motorista de aplicativo teve contato pela última vez com alguém da família no domingo (13).

“Ela entrou em contato telefônico com o irmão no domingo e essa é a última informação que os familiares repassaram. Não foi feito boletim de ocorrência por conta do desaparecimento, já que, como ela prestava serviço de aplicativo não só em Curitiba, mas no litoral do Paraná, era comum sair de casa sem avisar e voltar dias depois”, afirmou o delegado, ao UOL.

Michelle era atleta te MMA e treinava na academia do Mestre Burguês há 20 anos. O homem definiu a mulher como “super amorosa”:

“Uma menina maravilhosa, que não tinha problema com ninguém. Super amorosa. Não estamos acreditando nessa fatalidade. Ela sempre participava das rodas com a gente e veio pela última vez na sexta-feira (11). Era muito amiga e tinha começado a trabalhar recentemente como motorista de aplicativo”.

Uber se manifesta

A Uber não confirmou se Michelle trabalhava pelo aplicativo da empresa, mas lamentou a morte da motorista.

“Traz enorme tristeza à Uber que cidadãos que desejam apenas gerar renda ou se deslocar sejam vítimas da violência que permeia nossa sociedade. Compartilhamos nossos sentimentos com a família da motorista parceira Michelle Caroline Chinol neste momento tão difícil. A Uber permanece à disposição dos órgãos de segurança para colaborar com as investigações, na forma da lei”, disse o comunicado, enviado ao UOL.