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Morte de jovem em salto de rope jump expõe operação sem empresa formalizada e cobrança de até R$ 250 por atividade

Foto: Redes Sociais

Por: Isabelle Stringari Ribeiro

14/06/2026 - 08:06 - Atualizada em: 14/06/2026 - 08:47

A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, trouxe à tona novos detalhes sobre a organização do evento e levantou questionamentos sobre a regularidade da operação responsável pelos saltos.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, o salto realizado na trilha da Ponte do Esqueleto custava R$ 180 por participante. Para o evento realizado no sábado (13), cerca de 100 pessoas estavam inscritas para participar da atividade de aventura.

Polícia investiga organização responsável pelo rope jump

As investigações apontam que o grupo responsável pelos saltos não possuía uma empresa formalizada. Mesmo sem registro empresarial, a organização mantinha uma agenda ativa de eventos, com atividades programadas em diferentes cidades dos estados de São Paulo e Minas Gerais.

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A Polícia Civil apura as circunstâncias do acidente, além de verificar possíveis irregularidades relacionadas à prestação do serviço e às medidas de segurança adotadas durante a atividade.

Eventos futuros previam cobranças maiores

De acordo com as informações obtidas pelos investigadores, o grupo já promovia a venda de novas experiências de rope jump para os próximos meses.

Na cidade de Rio Claro (SP), estavam previstos saltos para os dias 14 de junho e 12 de julho, com ingressos comercializados por R$ 210. Já em Minas Gerais, eventos agendados para os dias 18 e 19 de julho tinham valor de R$ 250 por participante.

Caso gera debate sobre segurança em esportes de aventura

A tragédia reacendeu o debate sobre a fiscalização de atividades radicais e esportes de aventura no Brasil. Especialistas destacam a importância da regularização das empresas organizadoras, do cumprimento de protocolos de segurança e da qualificação das equipes responsáveis por operar equipamentos utilizados em modalidades como o rope jump.

A morte de Maria Eduarda segue sendo investigada pelas autoridades, que buscam esclarecer as causas do acidente e apurar eventuais responsabilidades dos organizadores do evento.

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Isabelle Stringari Ribeiro

Jornalista de entretenimento e cotidiano, formada pela Universidade Regional de Blumenau (FURB).