A Comissão de Proteção Civil e Segurança Pública realizou na noite de segunda-feira (4) a 11ª audiência pública. Desta vez foi no bairro Vila Nova, na Escola Escola Municipal Valentim Joao da Rocha. Mais uma vez a reivindicação foi por mais segurança no bairro. “Vamos ter apoio para receber viaturas, combustíveis e policiais? ”, questionou uma moradora que se identificou como Susane e disse fazer parte da Associação dos Moradores do Vila Nova. Ela reclamou principalmente dos pontos de drogas no bairro. A delegada Regional Tânia Harada, sempre presente nas audiências, se prontificou em ajudar, mas pediu que a moradora repasse à delegacia quais são e aonde estão localizados estes pontos. Com relação a quantidade de viaturas, disse não ter problemas, mas que precisa de mais efetivo. Tânia Harada também esclareceu a comunidade que a obrigação da Polícia Civil é investigar o crime. Informou ainda que a 5 Delegacia no bairro Vila Nova não vai fechar porém, o horário de atendimento será das 12 às 19 horas. Após este horário, os boletins de ocorrências deverão ser feitos na Delegacia da Mulher, que funciona 24 horas, na rua São Paulo. “A Delegacia também está com uma nova delegada que se chama Claudia. Com ânimo para ficar, começou agora, é trabalhadora e atuante”, informou Tânia Harada.  Explicou que a área de abrangência do bairro vai aumentar, mas que logo chega outro delegado para ajudar nos trabalhos, além de mais agentes. “Queremos investir em delegacias especializadas”, reforçou.
Moradores do Vila Nova cobraram pela falta de segurança| Foto Divulgação/Câmara de Vereadores de Joinville
Outro que cobrou pela falta de segurança foi o agricultor que se apresentou como Roberto e que mora na zona Rural. “Para quem eu peço ajuda mesmo?”, questionou, indignado. Falou do perigo que é viver na zona Rural e que seu pai que é um senhor idoso e mora sozinho, quase foi sequestrado um dia desse. “Ligamos sete vezes para a Polícia Militar e não apareceu ninguém. Somente depois de duas horas recebemos ligação da PM para saber se estava tudo bem”, cobra. “A gente não tem mais coragem de colocar o pé para fora de casa”, lamenta. O vereador Richard Harrison (PMDB) se comprometeu encaminhar pedido de esclarecimento à Polícia Militar para saber se houve ou não atendimento desta ocorrência. Também presente na audiência, o presidente do Conselho de Segurança (Conseg), Antônio Batista reinvindicou para a área rural, água encanada, linha de telefone e mais policiais, indicando inclusive a instalalação de uma base da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) na Rodovia do Arroz, pois tem sido palco de violentos acidentes, já que os motoristas trafegam em alta velocidade. Nascido no bairro, o vereador Adilson Girardi (SD) falou da importância dessas audiências públicas. “É somente através da educação que as próximas gerações terão uma mudança de perfil na segurança, por isso fico feliz de estarmos hoje numa escola debatendo o tema”, comentou. Ele cobrou a falta de rondas pelo bairro com cães,  que havia sido prometido pela Polícia Militar e que nunca aconteceram. Ele disse que o canil da PM conta com apenas cinco cães para atender a região Nordeste de Santa Catarina. Outra reivindicação do vereador foi feita  à delegada Regional Tânia Harada. Ele pediu que sejam confeccionadas carteiras de identidade no bairro. Ela agradeceu a sugestão e prometeu ver esta possibilidade. O presidente da Comissão de Proteção Civil e Segurança Pública, vereador Richard Harrison (PMDB) disse que a Câmara de Vereadores tem um papel representativo na comunidade e tem levado estas manifestações as autoridades competentes. “Mas não temos tido a representatividade dentro do governo do Estado, e Joinville tem pagado por isso”. Lamentou. Pela primeira vez, de todas as audiências realizadas, a PM não esteve presente. Também participaram da reunião, o representante da escola, Adilson Lipinski, do Conselho da Associação do Vila Nova, Júlio Cézar Savadil Diel, veadores Odir Nunes (PSDB), Natanel Jordão ( PSDB) Ademir Antunes ( Seprot ) e vereador Pelé (PR).