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Ministro catarinense do STJ é acusado de importunação sexual

Foto: Arquivo/STJ

Por: Ewaldo Willerding Neto

05/02/2026 - 08:02 - Atualizada em: 05/02/2026 - 08:34

O catarinense Marco Buzzi, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), está sendo acusado de importunação sexual contra uma jovem de 18 anos. O caso teria acontecido em uma praia de Balneário Camboriú. Uma sindicância foi abertapara apurar os fatos. A família da jovem registrou Boletim de Ocorrência em São Paulo.

Em nota, o STJ afirmou que a abertura da sindicância foi analisada pelo Pleno em sessão extraordinária. Os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antônio Carlos Ferreira, serão os responsáveis por conduzir a apuração no tribunal.

“O Pleno do Superior Tribunal de Justiça, reunido em sessão extraordinária, deliberou, por unanimidade, pela instauração de sindicância para a apuração dos fatos atribuídos ao ministro Marco Aurélio Buzzi. Em seguida, foram sorteados os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira como membros da comissão encarregada da apuração”, diz a nota.

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No BO, a jovem afirmou que o caso aconteceu no dia 9 de janeiro, quando ela e a família estavam visitando o ministro a convite dele, em uma residência que ele possui em Balneário Camboriú. Conforme relato aos pais, ela estava no mar e percebeu que o ministro se aproximou. Em determinado momento, ele puxou o corpo dela para junto do seu e a agarrou pela lombar.

No relato, ela afirma que tentou se soltar duas vezes, mas o ministro insistiu em forçar o contato. A jovem conseguiu se soltar, saiu da água, e pediu ajuda aos pais. Os familiares da jovem deixaram a casa do ministro no mesmo dia e, no dia 14 de janeiro, decidiram ir até a Polícia Civil de São Paulo para registrar a ocorrência. O caso foi notificado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e aos autos enviados ao STF, já que Buzzi tem direito ao foro privilegiado.

O CNJ afirmou que o caso “está tramitando no âmbito da Corregedoria Nacional de Justiça, em sigilo, como determina a legislação brasileira. Tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização. A Corregedoria colheu nesta manhã depoimentos no âmbito do processo”.

O advogado Daniel Leon Bialski, que representa a defesa da família da jovem, afirmou que “neste momento o mais importante é preservá-los, diante do gravíssimo ato praticado. Aguardamos rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes”.

O gabinete do ministro Marco Buzzi emitiu uma nota: “O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.

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Ewaldo Willerding Neto

Jornalista formado pela UFSC com 30 anos de atuação.