A 13ª Promotoria de Justiça de Itajaí apura desde março deste ano a possível ocorrência de fatos ilegais e antiéticos praticados por um médico no Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen. De acordo com o órgão, há indícios de que o profissional teria abreviado a vida de pacientes.

Nesta quarta-feira (26), o promotor de Justiça Maury Roberto Viviani ajuizou uma ação civil pública com o objetivo de aprofundar as investigações. A Polícia Civil, inclusive, já instaurou um inquérito para apurar a eventual prática de crimes contra a vida.

Os fatos, supostamente ocorridos entre 2017 e 2019, chegaram ao conhecimento do Ministério Público por meio de representação encaminhada pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), onde o suspeito era professor do curso de Medicina.

Diante da gravidade da denúncia, a Promotoria de Justiça requisitou ao Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC) a análise técnica dos prontuários de pacientes que, nos últimos dois anos, teriam sido atendidos no dia do seu óbito ou tiveram o óbito declarado pelo profissional.

Ao todo, o CRM avaliou 19 prontuários e constatou a existência de indícios de que o médico, entre outras infrações disciplinares, teria abreviado a vida de oito pessoas. Por isso, a partir de uma recomendação do Ministério Público, a direção-geral do Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen afastou o profissional.

Além disso, o Conselho Regional de Medicina decidiu, por unanimidade, pela interdição cautelar do médico, bem como pela abertura de processo ético-profissional.

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