Juíza Candida Brugnoli deu prazo de 15 dias para que a empresa apresente uma série de documentos complementares. Foto: Divulgação A Menegotti Indústria Metalúrgica, de Jaraguá do Sul, protocolou na Justiça pedido de recuperação judicial no dia 18 deste mês. A juíza responsável pelo caso é Candida Inês Zoellner Brugnoli. O processo tem o número 0303687-96.2016.8.24.0036. Em seu despacho, a magistrada deu prazo de 15 dias, a partir da última quarta-feira, para que a empresa apresente uma série de documentos complementares para análise do deferimento, ou não, da solicitação formulada pela companhia. Ou seja, a Justiça ainda não decidiu se aceita o pedido porque precisa verificar a situação econômico-financeira e, claro, analisar os pressupostos técnico-jurídicos para fundamentar a resposta conclusiva. A lista de itens que a metalúrgica tem de entregar ao juízo inclui: 1) A relação dos credores com a indicação, também, do valor atualizado de cada crédito; 2) Relação de todos os empregados e os pagamentos feitos a eles, com descrição individualizada; 3) Os extratos atualizados das contas bancárias e eventuais aplicações financeiras de qualquer modalidade, inclusive em fundos de investimento ou em bolsas de valores, emitidos pelas respectivas instituições financeiras. A empresa tem aproximadamente 300 empregados, segundo estimativa do presidente do sindicato patronal, Célio Bayer. Luz garantida Em outro trecho da decisão, a magistrada atendeu a demanda da Menegotti, e determinou, em caráter liminar e excepcional, para que a Celesc não interrompa o fornecimento de energia, apesar de a conta de luz não ter sido paga nos primeiros quatro meses deste ano. O entendimento, já adotado em outros casos semelhantes, por outros juízes, é no sentido de que o instituto da recuperação judicial permita a continuidade das atividades e dos negócios. Medidas O presidente do sindicato patronal do setor metalmecânico de Jaraguá do Sul, Célio Bayer, analisa: – A crise da Menegotti Metalúrgica – empresa de médio porte – se aprofundou nos últimos anos. A fabricante de máquinas para o setor da construção civil e de tubos foi afetada pela retração dos negócios desses dois ramos. A companhia já havia adotado redução de jornada e salários no ano passado, como forma de conter custos. Texto: Claudio Loetz/A Notícia