Um desentendimento familiar na tarde desta quinta-feira (17) no bairro Gravatá, em Navegantes, no Vale do Itajaí, resultou na morte de um adolescente de 16 anos, identificado como Gabriel Moreira. Segundo a Polícia Militar, ele foi morto pela PM porque estava ameaçando, com uma faca, seus familiares e quem se aproximasse dele, inclusive teria investido contra o próprio policial. De acordo com a soldado Luana, o chamado de ajuda chegou até a central da 25º batalhão de Polícia Militar através de um telefonema dos próprios familiares do menor. Eles contaram que Gabriel teria passado por um surto psicótico após uma discussão com os pais na rua Francisco Schmidt. A assessoria da polícia, em nota à imprensa, informou que dois policiais, ao chegarem no local, se depararam com o adolescente transtornado e com uma faca na mão. Os policiais desembarcaram da viatura e iniciaram um diálogo com o jovem, pedindo que ele largasse a arma branca, colocasse as mãos sobre a cabeça e virasse de costas para ser revistado. A ordem, segundo a PM, não foi obedecida, mesmo após longo diálogo. De posse da faca, o menor investiu contra um dos policiais. "Obedecendo os protocolos de uso progressivo da força, o policial fez disparos de elastômero (munição menos letal, de borracha), porém sem sucesso na contenção da agressão. Diante disso, restou como alternativa a utilização de disparo com munição letal", diz o major Evandro Flor da Cruz, em nota à imprensa. O comandante Cruz disse ainda que todas as medidas recorrentes ao salvamento da vítima foram realizadas e informou que as providências necessárias para apuração do caso estão sendo tomadas, através da instauração de Inquérito Policial Militar, procedimento que reunirá oitiva de testemunhas, realização de perícias e laudos. Segundo ele, o uso da força letal é o último recurso a ser adotado e decorre sempre diante de situações de grave ameaça contra a vida do policial ou de terceiros. A reportagem do Jornal de Joinville tentou ouvir os familiares do adolescente por telefone, mas não havia ninguém em casa. Nas redes sociais, a internauta Neide Barduco Schmitz comentou que o adolescente era educado e querido. "Eu conversava com eles nos finais de semana na igreja, e numa dessas conversa, ele disse que iria estudar no seminário para se tornar padre. Não dá para entender, sempre calmo e tranquilo", lamentou.