Exames comprovaram a síndrome da criança sacudida, afirmou a delegada. A Polícia Civil prendeu preventivamente na manhã de sábado (28) um homem de cerca de 30 anos, suspeito de matar o enteado em 6 maio, um  bebê de 10 meses em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. Conforme a delegada Milena de Fátima Rosa, o médico legista informou em depoimento que o menino foi vítima de traumatismo craniano. Segundo Milena, o perito considerou que o bebê sofreu violência não apenas no momento da morte, mas em situações anteriores. Vários vizinhos testemunharam à polícia que a criança chorava muito durante a noite e uma testemunha afirmou ter presenciado o padrasto sacudindo o bebê na tarde do dia em que ele morreu. Violência anterior à morte "Os exames comprovaram a síndrome da criança sacudida. Então, ele foi sacudido várias vezes, o que levou a este traumatismo craniano. Uma testemunha falou que na tarde do dia em que a criança morreu viu o padrasto sacudi-la  para que parasse de chorar. Então, a gente entendeu que ele é suspeito de praticar homicídio contra o bebê", afirmou a delegada. O padrasto foi conduzido ao Presídio Regional de Jaraguá do Sul onde permanece à disposição da Justiça. Tentativa de socorro Conforme a Polícia Civil, o bebê teve uma parada cardiorrespiratória em 6 de maio e um dos médicos que atendeu a criança contou à delegada que o bebê passou por duas reanimações. Uma por cerca de uma hora de atendimento, ainda na ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e outra de cerca de meia hora no Hospital. "Ela teve a segunda parada cardíaca enquanto passava por um procedimento de raio-X. Os pais falaram que ela teria caído, mas não havia fraturas. Ela foi encaminhada às pressas para a UTI, mas não resistiu por muito mais tempo", conta a delegada. Outras pessoas ouvidas De acordo com a delegada, foram ouvidas a irmã do garoto, de 4 anos, e o filho do padrasto, de 9 anos, que estavam na casa da família quando o bebê morreu, além de outras duas testemunhas e a conselheira tutelar. O teor dos depoimentos permanecerá em sigilo, informou a delegada. Entretanto, ela disse que o Conselho Tutelar não havia recebido denúncias anteriormente contra o casal que cuidava do bebê. O caso Padrasto e a mãe da criança informaram à Polícia Militar que o menino caiu de uma cama de cerca de 1 metro de altura. Eles chegaram a ser detidos, mas foram liberados na manhã do dia 6 de maio, informou a Polícia Civil à RBS TV. “Uma pessoa garantiu à Polícia Militar que viu o padrasto dando um empurrão muito forte no bebê. Além disso, vamos ouvir uma vizinha que chamou a PM, ao ver o Samu se aproximar da casa da família, e que suspeita de maus-tratos. Temos que ouvir as pessoas e investigar, ainda é muito cedo para afirmar qualquer coisa”, ponderou a delegada. Fonte: G1 SC