Nesta quinta-feira, a Polícia Civil de Santa Catarina, por intermédio da Delegacia de Polícia de Imbituba, concluiu o Inquérito Policial instaurado para apurar a origem das partículas encontradas na refeição das crianças de uma creche situada na região norte do município de Imbituba.

No dia 28 de junho, por volta das 12h, a Polícia Civil de Imbituba foi acionada pela Secretaria Municipal de Educação em razão do encontro de supostos cacos de vidro na refeição das crianças, mais precisamente no meio da carne moída.

Imediatamente, a Polícia Civil acionou o Instituto Geral de Perícias (IGP). Em seguida, policiais civis e peritos do IGP se deslocaram até a creche e efetuaram perícia no local, inclusive com recolhimento de todas as embalagens de carne moída existentes no freezer.

Na mesma data, a Secretaria Municipal de Educação providenciou a condução das crianças ao hospital que eventualmente pudessem ter ingerido as partículas e, após exames, foi verificado que, felizmente, nenhuma criança chegou a ingerir.

Durante a perícia do material coletado no local, o IGP atestou que as partículas encontradas na carne não eram vidro, mas sim “fragmentos de plástico rígido e transparente” semelhante à acrílico, assim como que uma das partes encontradas e apreendidas possuía a inscrição de um numeral.

Durante a instrução do Inquérito Policial, o delegado Juliano Baesso ouviu inúmeras servidoras da creche, incluindo todas as serventes e merendeira. Na oportunidade, ao serem questionadas sobre a existência de algum objeto de acrílico na cozinha da instituição, algumas informaram que é utilizado um liquidificador no preparo da carne moída, especialmente para triturar os temperos. Além disso, o liquidificador supostamente estaria sem a tampinha (dosador).

Diante do conteúdo das testemunhas, o delegado se dirigiu novamente à sede da creche, ocasião em que constatou que o liquidificador supostamente utilizado na data dos fatos realmente estava sem a “tampinha” (dosador), assim como outro liquidificador mais antigo existente no local.

Na sequência, as novas informações colhidas foram encaminhadas ao IGP, sendo solicitado resposta a quesitos complementares.

Por fim, o IGP coletou informações com o fabricante e concluiu que os fragmentos encontrados na refeição são compatíveis com o dosador/tampa do liquidificador supostamente utilizado no dia dos fatos.

No mais, após análise de todas as oitivas, material coletado e resultado da perícia, a Polícia Civil concluiu que houve um acidente durante o preparo do alimento, ou seja, possivelmente a “tampinha” (dosador) do liquidificador caiu no interior da tampa maior e acabou sendo triturada juntamente com os demais temperos.

“A conclusão da investigação representa um alívio para os pais que possuem alunos na creche, como também para todas as servidoras da instituição, as quais, desde o início, se mostraram colaborativas e interessadas na rápida elucidação dos fatos, sobretudo porque a conclusão foi no sentido de que não houve a colocação de partículas na comida das crianças de forma intencional, mas sim que se tratou de um acidente”, colocou o delegado.

Ele reforçou o trabalho conjunto realizado entre a Polícia Civil e o Instituto Geral de Perícias (por intermédio do núcleo de Laguna), que permitiu o esclarecimento do caso.