Continua um mistério o que causou a morte de mais de 40 pinguins em Bombinhas no Norte de SC. Os animais foram encontrados mortos na quinta-feira (22), conforme o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Na manhã desta sexta-feira (23), mais cinco animais em Itapema, um em Porto Belo e outro em Bombinhas foram localizados pelo Instituto Anjos do Mar. Além dos pinguins, golfinhos, tartarugas e leões-marinhos foram recolhidos mortos pelos órgãos ambientais parceiros do PMP-BS, ainda sem balanço. Além de causas naturais, os ambientalistas não descartam que o uso de redes feiticeiras também tem causado as mortes.

Moradores de Balneário Rincão, Balneário Arroio do Silva e Jaguaruna também têm entrado em contato com o telefone, pela incidência de animais mortos na orla. No entanto, por não se tratar da área do PMP-BR, as fundações ambientais locais devem ser acionadas. A Associação R3 Animal, envolvida no Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), informou ter sido acionada na manhã desta sexta-feira para recolher os corpos de dois pinguins e uma tartaruga que foram encontrados mortos por volta das 9h desta sexta-feira por um turista que caminhava na orla da praia Jurerê Internacional em Florianópolis, a poucos metros da saída do hotel onde está hospedado.

Apesar de a situação parecer ser "anormal", é bastante comum pinguins mortos aparecerem em praias de Santa Catarina. Para se ter uma ideia, no ano passado, só em Florianópolis, capital do estado, foram contabilizados 1.693 pinguins mortos. De acordo com o PMP-BS, criado como condicionante da exploração do pré-sal pela Petrobras, os dois pinguins mortos recolhidos nesta sexta-feira ainda vão passar por necrópsia para tentar identificar a causa da morte. No entanto, segundo o oceanógrafo e coordenador da Unidade de Estabilização de Animais Marinhos da Univali, Jeferson Luís Dick, a principal suspeita de morte é a grande infestação de parasitas no intestino dos pinguins e desnutrição. O especialista afirmou ainda que os pinguins partem de colônias reprodutivas da costa do Uruguai e da Argentina em busca de águas mais quentes e de alimentos, normalmente em grupos. No entanto, quando não encontram alimentos, ficam desnutridos e desidratados, facilitando o encalhe e morte nas praias.

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