A consultora de vendas Eliana Ramos, 35 anos, denunciou o mau atendimento prestado no bairro Jaraguá 99 na última quinta-feira (25) ao procurar a unidade para vacinar o filho de 5 anos.

O menino teve um sangramento após receber a dose, que teria sido aplicada de forma brusca pela técnica de enfermagem. A profissional se defende do caso, negando erro no procedimento.

Para matricular seu filho na rede municipal, Eliana precisava de uma declaração de vacinas, por isso foi ao posto de saúde do bairro Vila Lalau, onde verificaram que faltava algumas vacinas. A mãe foi então encaminhada para a unidade do bairro Jaraguá 99, como foi indicado.

"Quando a técnica chamou, nem olhou na minha cara e já chegou falando que já iria acionar o Conselho Tutelar porquê as vacinas não estavam em dia", conta.

Eliana relata que na sequência a técnica de enfermagem Dausa de Fatima foi extremamente grossa, aplicou duas gotinhas nos braços e pernas, não passou álcool e avisou que iria dar muita febre no menino.

A mãe conta que a perna do menino começou a sangrar quando Dausa aplicou a primeira vacina. As quatro vacinas aplicadas foram para sarampo, hepatite, poliomielite e pneumonia.

A técnica se defende. “Não tenho como fazer exame de anatomia para saber se vai sangrar ou não", comenta Dausa.

Segundo a consultora de vendas, a vacina foi aplicada com tanta raiva que seu filho não conseguia mais nem gritar. "As crianças já são traumatizadas com vacina por natureza. Agora, imagina como vou levar meu filho daqui a 10 dias para tomar outra", frisa.

A mãe disse que a técnica ameaçou chamar a Polícia Militar e disse que o Conselho Tutelar bateria na sua casa. Eliana disse que o menino precisou faltar na aula nesta sexta-feira (26) por que não estava conseguindo caminhar. Ela bateu uma foto do sangue escorrendo na perna do filho.

Técnica de enfermagem se defende

Além de afirmar que era impossível prever a reação do menina à vacina, Dausa disse estar ciente do procedimento e que está acostumada a lidar com esses casos. Ela ressalta que a divulgação deveria ser em torno da irresponsabilidade da mãe, que deixou quatro vacinas atrasadas.

"O filho dela podia ter morrido e ela vem ficar jogando culpa para cima de mim", frisa. Eliana admitiu o erro, mas conta que nada justifica o tratamento dado ao menino.

A técnica ainda afirmou que diante de tantas campanhas que o governo vem realizando, Eliana deveria ter consciência. "Ela só veio fazer a vacina porque é obrigatório para fazer a matrícula na rede municipal, senão não teria vindo", completa.

A diretora de saúde de Jaraguá do Sul, Níura Demarchi dos Santos, disse que os servidores municipais são capacitados e passam por aprimoramento de técnicas de aplicação de vacinas. Ela sugere que em uma situação fora da normalidade, os pais liguem para a ouvidoria do SUS (0800 642 0136) que é um telefone gratuito.

Níura diz que vai assumir o caso e verificar a reclamação da mãe. "Vou conversar com a coordenadora da unidade. Nós apuramos a responsabilidade de qualquer situação", diz.

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