A Secretaria de Saúde de Corupá aguarda o resultado da análise no macaco bugio que foi encontrado morto no município na quinta-feira passada (1º). Segundo a Vigilância Epidemiológica de Corupá, o resultado virá de laboratório especializado de Florianópolis e deve ficar pronto em cerca de 20 dias. A população que mora na redondeza onde o animal foi encontrado foi avisada para monitorar e comunicar a secretaria caso outro animal seja encontrado morto. Segundo o secretário de Saúde de Corupá, Irineu Pasold, este é o segundo caso de macaco encontrado morto no município desde o ano passado. O primeiro foi encontrado em setembro de 2017, mas depois de análises feitas não foi confirmado qualquer indício de febre amarela. Já o macaco encontrado na semana passada também passou pela análise de um veterinário, que levantou a possibilidade de que o animal possa ter morrido por um choque elétrico. “A população pode ficar tranquila que todas as medidas que devem ser tomadas para analisar a morte deste macaco estão sendo tomadas. Pedimos ainda que a Secretaria seja comunicada em caso de outro macaco encontrado morto, mas que este não seja removido do local onde for localizado para facilitar a investigação”, orienta Pasold. O contato da Secretaria de Saúde é o (47) 3375-1234. A Vigilância Epidemiológica, que funciona no posto de saúde do Centro, atende pelo telefone (47) 3375-2161 Febre amarela e os macacos A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida principalmente por mosquitos de áreas urbanas ou silvestres. Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e pode ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela. Os macacos não transmitem o vírus da febre amarela. Pelo contrário. São tão vítimas quanto os humanos. E ainda cumprem uma função importante: ao contraírem o vírus, transmitido em ambientes silvestres por mosquitos do gênero Hemagogo, eles servem de alerta para o surgimento da doença no local. Desse modo, contribuem para que as autoridades sanitárias tomem logo medidas para proteger moradores ou pessoas de passagem na região. Caso a população encontre animais mortos ou doentes, deve informar o mais rapidamente possível ao serviço de saúde do município onde vive. *Com informações da Prefeitura de Corupá