Líder de seita e coveiro são presos por violar sepulturas para furtar objetos e ossos

Foto: PCMG/Divulgação

Por: Claudio Costa

27/10/2023 - 06:10 - Atualizada em: 27/10/2023 - 06:35

Uma liderança de seita religiosa, de 53 anos, e um funcionário de cemitério, de 66, foram presos preventivamente em Patos de Minas e Vazante, na região Noroeste de Minas Gerais.

A Operação Finados foi deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais, com o apoio do Ministério Público, nesta quinta-feira (26).

Eles são suspeitos de envolvimento em esquema de subtração de ossadas e objetos de sepulturas.

As investigações, realizadas pela Delegacia de Polícia Civil em Vazante, tiveram início em setembro deste ano a partir de denúncia feita ao Ministério Público e encaminhada para a Polícia Civil para apuração.

Em dezembro de 2022, integrantes de uma seita religiosa, liderados por uma pessoa de Patos de Minas, teriam violado e profanado sepulturas do cemitério municipal de Vazante.

O grupo também teria vilipendiado e subtraído cadáveres que estavam no local, os quais teriam sido ocultados na residência do investigado de Patos de Minas.

De acordo com o delegado André Luiz Ferreira dos Santos, no decorrer das investigações, foi levantado que um funcionário do cemitério de Vazante, além de praticar os delitos contra o respeito aos mortos, também teria recebido vantagem indevida a fim de auxiliar os demais suspeitos.

“O funcionário do cemitério de Vazante seria o responsável por escolher qual túmulo seria violado, desenterrar os corpos, subtrair objetos e garantir que a prática delituosa não fosse descoberta”, informa.

Em decorrência do trabalho investigativo, a Polícia Civil representou à Justiça pela prisão preventiva de dois dos investigados – o funcionário do cemitério e o líder do grupo – e por três mandados de busca e apreensão domiciliar, medidas cumpridas hoje nas duas cidades. Na ocasião, foram recuperados objetos e ossos supostamente subtraídos do cemitério de Vazante.

Também na operação Finados, médicos-legistas e peritos da Polícia Civil realizaram procedimento de exumação no cemitério de Vazante, constatando a falta de diversos ossos de um cadáver.

Os suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional, e as investigações prosseguem.

A operação contou com a participação de equipes das delegacias em Vazante e Patos de Minas.