A juíza Débora Driwin Rieger Zanini (de vermelho na foto), titular da Vara de Execuções Penais da Comarca de Criciúma, participou nesta semana do evento “Desafios e perspectivas da ressocialização em tempos de pandemia”, realizado pelo Conselho da Comunidade de Criciúma.

O evento teve por objetivo discutir os problemas relacionados à ressocialização e encontrar uma solução a ser colocada em prática.

“Precisamos evitar o ciclo vicioso da reincidência. A forma para fazer isso é através do trabalho e da busca por conhecimento, com estudo e leitura. É necessário sensibilizar a sociedade para o uso da mão de obra dos presos, que é uma mão de obra que tem rendimento e ainda por cima qualificada”, afirma a juíza.

Ainda de acordo com a magistrada, o preso um dia vai voltar para a sociedade e deve retornar como uma pessoa melhor.

“O caminho é um só: a ressocialização. Sabemos que a pena tem duplo caráter, punitivo e de ressocialização. As duas facetas devem acontecer, a punição é necessária, afinal a justiça precisa ser feita, mas não só isso, ele precisa se tornar uma pessoa melhor.”

O evento também contou com a presença de dom Jacinto Inácio Flach, bispo da Diocese de Criciúma, além de representantes do Ministério Público e gestores das unidades prisionais da região Sul. Durante o encontro, foi encaminhado para o ano que vem um evento em nível estadual sobre a mesma temática, que será realizado em Criciúma.