Um jovem de 18 anos foi assassinado por "amigos" após uma discussão em um churrasco que acontecia em um balneário, próximo ao Rio do Boi, no Centro de Praia Grande, no Extremo Sul catarinense.

A briga iniciou em Praia Grande e o homicídio ocorreu em Mampituba (RS), onde residia a vítima.

Durante a noite de sábado teve início uma discussão, pois o churrasco estava demorando para ser servido e algumas pessoas começaram a pegar pedaços da carne ainda na churrasqueira.

O assador era o jovem Isaías Pacheco, de 18 anos, que acabou se irritando com a atitude destas pessoas, tirou o espeto da churrasqueira e jogou a carne ainda crua em cima da mesa.

O restante do churrasco, Isaías tirou do espeto, colocou em sua mochila e, junto de um amigo, saiu do local seguindo a pé para Mampituba (RS), cidade onde morava.

Briga

Outros jovens que estavam no churrasco seguiram Isaías e o amigo, alguns de bicicletas e outros a pé, e ainda em solo catarinense iniciou uma briga.

Isaías e o amigo conseguiram correr, contudo foram alcançados, já no Rio Grande do Sul, por quatro pessoas que iniciaram as agressões com socos, chutes e golpes de espetos, sendo que Isaías foi golpeado com o espeto no peito e morreu no local.

A Polícia Civil, Polícia Militar e IML (Instituto Médico Legal) foram acionados e o corpo da vítima foi conduzido para o IML da cidade de Osório (RS).

Investigação

O delegado André Gazzoni Coltro, que está à frente das investigações, esclareceu que os trabalhos iniciaram no dia do crime e aguarda perícia para elucidar se a causa da morte foi a perfuração com o espeto ou as agressões sofridas pela vítima.

A Polícia Civil já identificou as pessoas que estavam no churrasco, entre elas cinco envolvidas no assassinato, sendo que quatro são menores de idade e um tem 23 anos.

Na noite da última segunda-feira (13), o maior envolvido no crime foi preso pela Polícia Civil.

Os menores vão responder de acordo com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

A Polícia Civil da Comarca de Santa Rosa do Sul ainda investiga o caso.

Fonte: Romildo Black/Jornal Correio do Sul