Uma jovem catarinense viveu momentos de tensão nos últimos dias em meio ao conflito entre Israel e Palestina, que desde segunda-feira (10) já resultou na morte de mais de 90 pessoas e quase quinhentos feridos.

Victoria Lorenzetti Vidal, de 22 anos, de São José (SC) e o marido Higor Felipe Vidal, de 24 anos, moravam num apartamento em Petah Tikva, perto do aeroporto de Tel Aviv, em Israel. O prédio foi atingido por um míssil e ficou destruído.

Eles não se feriram porque quando as sirenes de emergência tocaram anunciando os ataques, eles se refugiaram em um bunker no próprio apartamento e passaram um bom tempo lá. Quando saíram, se depararam com o apartamento destruído.

Veja no vídeo:

O local onde o míssil explodiu, visto da janela do apartamento do casal. Foto: Arquivo pessoal.

Depois dos ataques, eles foram direto ao hospital. O casal está bem, apenas muito assustado. Mas Victoria está grávida de cinco meses e foi conduzida pelos bombeiros para verificar a situação do bebê no ventre.

O casal conseguiu embarcar para o Brasil por volta das 14h desta quinta-feira (13). A preocupação da família era que o voo não decolasse em decorrência dos ataques.

O voo fará escala em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes e deve chegar a São Paulo no sábado pela manhã. Depois eles vão para Curitiba, onde passarão uns dias com a família de Higor, que mora na capital paranaense e, na sequência, devem ir para Concórdia, no Oeste de Santa Catarina, onde mora o pai de Victoria e onde planejam que o filho nasça.

Entenda o conflito

A troca de hostilidades entre Israel e o grupo palestino Hamas, que controla Gaza, foi intensificada na terça-feira (11), com bombardeios aéreos para os dois lados, em um dia que lembrou o último grande conflito entre as duas partes, em 2014. Em dois dias, 30 palestinos e três israelenses morreram.

Um prédio residencial de 13 andares em Gaza desabou após um entre dezenas de ataques aéreos de Israel. No meio da noite, moradores da Faixa de Gaza disseram que sentiram suas casas estremecendo e viram o céu se iluminar com ataques quase constantes de Israel.

Os israelenses correram para se abrigar em comunidades a mais de 70 km acima da costa em meio a sons de explosões de mísseis interceptores israelenses. Israel disse que centenas de foguetes foram disparados por grupos militantes palestinos.

O conflito entre Israel e as facções de Gaza foi provocado pelo choque entre palestinos e a polícia de Israel na Mesquita de al-Aqsa em Jerusalém na segunda-feira (10).

Mesmo antes de disparos enviados em retaliação pela destruição do prédio, que continha um escritório civil do Hamas, Israel reportou que 480 foguetes haviam sido disparados além da fronteira por grupos militantes palestinos, o que fez comunidades israelenses inteiras correrem para buscar proteção em abrigos anti-bombardeio.

Não parecia haver fim iminente para a violência. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, advertiu que os militantes pagariam um preço "muito alto" pelos foguetes, que alcançaram os arredores de Jerusalém na segunda-feira durante um feriado em Israel em comemoração à captura de Jerusalém Oriental em uma guerra de 1967.

"Estamos no auge de uma campanha de peso", disse Netanyahu em comentários televisionados ao lado de seu ministro da Defesa e chefe militar.

A Casa Branca condenou os ataques de morteiros e disse que Israel tinha um direito legítimo de se defender, mas afirmou que o principal foco dos Estados Unidos era na desaceleração do conflito.

Com informações da Agência Brasil.