Moradora de Jaraguá do Sul, Eduarda Atkinson, de 23 anos, iniciou um tratamento com polilaminina na tentativa de recuperar os movimentos das pernas após um grave acidente. A jovem ficou paraplégica depois de uma saída de pista registrada em janeiro deste ano na SC-110, na Serra entre Jaraguá do Sul e Pomerode.
O carro em que ela estava capotou e parou às margens da rodovia. Havia duas pessoas no veículo, mas Eduarda sofreu os ferimentos mais severos, com fratura na coluna e lesão na medula espinhal.
Dois meses após o acidente, ela passou por um procedimento no Hospital Unimed, em Foz do Iguaçu, nesta terça-feira (24). O deslocamento até o Paraná foi viabilizado com o apoio de um empresário, que cedeu um helicóptero para transportar a paciente e seus familiares. A cirurgia ocorreu sem intercorrências.
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A polilaminina é uma substância experimental desenvolvida no Brasil, criada a partir de uma proteína natural do corpo humano (laminina), com o objetivo de tratar lesões na medula espinhal e recuperar movimentos. A pesquisa é liderada pela professora Tatiana Coelho de Sampaio na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Em publicação nas redes sociais, Eduarda relatou o impacto do acidente e o processo de adaptação. “Eu sofri um acidente grave, fraturei a minha coluna, tive uma lesão na medula e perdi os movimentos das pernas. Ainda estou aprendendo a lidar com tudo isso”, afirmou.
Ela também destacou o apoio recebido desde o início da recuperação. “Mas, no meio de tudo, eu encontrei algo muito maior: uma rede de apoio que não me deixou cair”, escreveu. Em outro trecho, reforçou: “A minha família não soltou a minha mão em nenhum momento”.
Eduarda ainda descreveu os desafios enfrentados para viabilizar o tratamento fora da cidade. “Ir até lá, nas condições em que eu estou, com costelas fraturadas e a coluna lesionada, parecia impossível”, relatou. Segundo ela, a ajuda recebida foi determinante: “Um empresário, com uma generosidade que não cabe em palavras, tornou possível algo que parecia impossível: me ajudar a chegar até Foz”.
Sobre o procedimento, a jovem ressaltou que não há garantias, mas mantém a expectativa positiva. “Eu sei que não existem promessas. Mas também sei que existem possibilidades”, afirmou. Ela concluiu a publicação com uma mensagem de esperança: “Eu escolho acreditar”.