Por Nelson Luiz Pereira_conselheiro editorial do OCP

Se falássemos no âmbito de Brasil, então teríamos que dizer que somos o 9º país mais violento do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Precisaríamos reconhecer que a carência de Educação e a acentuada desigualdade social, sempre foram os propulsores substanciais da violência. Teríamos que admitir, ademais, que a violência não se encerra no ato da agressão ou do assassinato.

Ela se mantém em curso pela impunidade e pela limitação do Estado em garantir proteção e justiça. Mas queremos falar no contexto de Jaraguá do Sul. Por aqui, o número de homicídios reduziu praticamente pela metade em 2020, comparado com 2019.

Neste ano de 2021, ainda não se registraram homicídios. Como já destacado em outras ocasiões nesse espaço editorial, o que se tem em Jaraguá é um competente trabalho de segurança sendo realizado, por parte das polícias Militar e Civil, no tocante a gestão, inteligência, recursos e capacitação.

Aliado a isso, há o senso de colaboração da coletividade para com os órgãos e agentes de segurança. O leitor poderá conferir na página 16 desta edição, uma matéria oportuna que comprova e justifica porque estamos avançando como ilha de excelência em segurança.

Importante salientar, entretanto, que a segurança de uma cidade é uma responsabilidade coletiva. Embora capitaneada pelas polícias, essa missão não pode estar restrita a elas. A sociedade civil, jurídica, e entidades organizadas, podem, e devem, dar sua contribuição, apoiando, fiscalizando e denunciando flagrantes e situações suspeitas.

Enfim, se a violência está presente, em maior ou menor grau, em todas as sociedades, então, o antídoto dessa mazela, é promover a consciência social de que o crime não compensa