A Polícia Civil concluiu, na manhã desta quarta-feira, o inquérito policial que apurou crimes praticados no âmbito da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Lauro Müller.

Trata-se da Operação Tweed, que resultou em um inquérito policial com mais de 600 páginas e no indiciamento de seis pessoas, no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão e afastamento cautelar de dois funcionários das funções.

Foram sete meses de investigações iniciadas com a instauração de inquérito determinado pelo delegado Ulisses Gabriel, em 7 de junho de 2019.

Apoio

A operação foi coordenada pela Polícia Civil e teve o apoio do Instituto Geral de Perícias (IGP) e do Ministério Público de Santa Catarina.

Os seis indiciados vão responder por crimes de coação no curso do processo, injúria racial, peculato desvio, peculato apropriação, inserção de dados falsos em sistema de informação pública e tráfico de medicação controlada.

O inquérito já foi protocolado no Judiciário.

Nome

A operação deflagrada se chama Tweed, pois no século 19, numa cidade do Nordeste, nos Estados Unidos, o prédio do tribunal demorou 20 anos para ser inaugurado e houve superfaturamento – terminou custando o dobro do valor que o país pagara na compra do Alaska.

À época, os desvios foram comandados por William M. Tweed, ou ”chefe Tweed”.