A implantação de faixas elevadas para a travessia de pedestres na BR-280, em Guaramirim, tem gerado insatisfação entre motoristas que utilizam diariamente o trecho. As estruturas — duas em cada sentido — começaram a ser instaladas na terça-feira (20) e tiveram continuidade nesta quarta-feira (21). Até o momento, os dispositivos estão sinalizados apenas com cones, enquanto aguardam a pintura definitiva.
Na manhã desta quarta-feira, a reportagem do OCP esteve no local e acompanhou motoristas buzinando em protesto enquanto funcionários prosseguiam com a implantação das primeiras faixas elevadas em frente à Mega Automóveis. Outras duas — uma em cada sentido — serão instaladas em frente à Uniasselvi.
Desde o início das instalações, a medida passou a ser alvo de críticas nas redes sociais. Motoristas questionam a escolha da solução adotada e apontam possíveis riscos à segurança, especialmente no período noturno. “Em vez de lombadas em uma BR, deveriam melhorar a iluminação e a sinalização nos trechos escuros, onde já ocorreram muitos acidentes”, comentou um usuário.
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Outros defendem alternativas, como a construção de passarelas, redutores eletrônicos de velocidade ou semáforos com botoeira para pedestres. “Faixa elevada em rodovia é um retrocesso”, afirmou outro motorista. Houve ainda relatos de sustos e quase acidentes, especialmente de motociclistas que passaram pelo local durante a madrugada.
Apesar das críticas, parte da população defendeu a iniciativa, argumentando que a travessia no ponto sempre foi difícil devido ao fluxo intenso de veículos e à falta de respeito à preferência do pedestre.
Diante da repercussão, a reportagem procurou o engenheiro André Torrens, fiscal da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade. Segundo ele, as intervenções seguem as normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e atendem a uma solicitação do gabinete da pasta. Torrens explicou que já existiam faixas de pedestres no local e que foi realizada apenas a elevação para garantir mais segurança, inclusive para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
O engenheiro informou ainda que as obras devem ser concluídas ainda nesta quarta-feira, no trecho que passou a ser estadualizado.
Sobre a possibilidade de instalação de passarelas, ele afirmou que não há previsão no momento, devido à necessidade de desapropriações nas áreas próximas à Uniasselvi e ao Komprão, o que dificulta o andamento do projeto.

Foto: Fábio Junkes/OCP News