A Polícia Civil busca entender como ocorreu o homicídio da guaramirense Andreia Ruon, de 44 anos, em Garopaba, no Litoral Sul de Santa Catarina. O delegado Walter Figueiredo Loyola, que preside o inquérito do homicídio, explica que está tomando depoimentos de testemunhas.

O delegado ressalta que o inquérito policial sobre a morte da guaramirense está bem adiantado. A Polícia Civil tomou o depoimento seis pessoas, entre testemunhas, parentes da vítima e do acusado.

Também são aguardados o resultado do laudo cadavérico e da perícia feita no local do crime. Ambos serão confeccionados pelo Instituto Geral de Perícias (IGP).

Loyola conta que a principal linha de investigação é o feminicídio. Andreia e o namorado Reginaldo Garcia, principal suspeito de cometer o crime, tinham diversos boletins de ocorrência de violência doméstica, lesão corporal e ameaça.

“Eu não vejo um fator, um motivo determinante [para o homicídio], e sim que eles já não se entendiam como antes. Uma hora acaba ocorrendo uma fatalidade dessas”, comenta o delegado.

Os laudos produzidos pelo Instituto Geral de Perícias serão essenciais para entender como ocorreu a morte de Andreia, pois há apenas elementos visuais encontrados na cena do crime, como um cadarço ao redor do pescoço da vítima.

“Não há como eu virar para você e te falar que foi por esganadura, porque ele pode ter dado um veneno para ela. Aparentemente, pelo fato de haver um cadarço no pescoço dela quando a gente foi no local, foi esganadura, foi enforcada. Mas não tem como afirmar com certeza isso ainda”, pondera.

Inquérito está bem adiantado

A análise dos depoimentos e a reunião de evidências é importante para descobrir se o crime foi ou não premeditado pelo suposto autor.

“Antes, eles estavam em outro hotel, discutiram e depois mudaram para o local em que ocorreu o crime. Então, eu ouvi as testemunhas desse outro local, ouvi pessoas que estavam onde ocorreu o óbito, ouvi familiares da vítima e do autor”, sintetiza.

Loyola estima que outros elementos devem ser anexados ao inquérito e observa que o depoimento de Reginaldo também deve ser tomado após a sua prisão.

O paradeiro do suspeito é desconhecido pela polícia. “É preciso reunir elementos para reforçar a ideia, mas o fato de eles mudarem de hotel já dá indícios de que ele estava planejando algo”, frisa.

Corpo encontrado em quarto de hotel

Andreia foi encontrada no último domingo (16) com sinais de violência física e com um cadarço de tênis no pescoço. O corpo estava no quarto 103 de um hotel na rua Nereu Ramos, no bairro Morro Ferraz. Reginaldo Garcia foi visto pelos funcionários do hotel às 23h de sábado (15).

Segundo o boletim de ocorrência, os hóspedes sentiram algo estranho e ligaram para a polícia. Os dois mantinham uma relação há dez anos.

A vítima morava no Centro de Guaramirim, estava desempregada e deixa enlutados um filho de 27 anos e uma filha de 26 anos. Os dois filhos são do relacionamento anterior de Andreia. Ela foi velada na Paróquia Santos Anjos e sepultada na manhã desta terça-feira (18), no Cemitério Municipal de Guaramirim.

 

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