A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa da Divisão de Investigação Criminal (DHPP/DIC) de Criciúma afirma que estão avançadas as investigações acerca do último homicídio, com requintes de crueldade, registrado na cidade.

Na manhã da última quinta-feira, o corpo de Leandro Chaves da Rosa, de 27 anos, foi encontrado parcialmente carbonizado em um campo de areia, no bairro Renascer.

Segundo o delegado André Milanese, com base no exame cadavérico, a vítima foi agredida severamente na região da cabeça e pescoço e teve seu corpo incendiado quando ainda estava viva.

“As investigações realizadas no bairro vêm indicando que o crime foi praticado por seis ou sete homens, todos com antecedentes criminais e envolvimento com organização criminosa, sendo a possível motivação discussão envolvendo tráfico de drogas, já que a vítima era usuária de crack”, supõe a autoridade policial.

Até esta sexta-feira, seis suspeitos já foram interrogados e as constantes incursões no bairro resultaram na apresentação, ontem, de dois adolescentes, de 13 e 17 anos, que espontaneamente compareceram na DIC, acompanhados de advogado, para assumir a autoria do homicídio.

“Os adolescentes, que traficam drogas no bairro Renascer, alegaram ter agredido a vítima até a morte devido a uma discussão sobre a venda de uma porção de R$ 20 de crack, participando do crime outros três jovens que não quiseram nomear, tendo, na sequência, os cinco carregado a vítima até o campo de futebol do bairro, onde, com auxílio de lixo, atearam fogo no corpo, acreditando que a vítima já estava morta”, complementa Milanese.

A investigação prossegue visando esclarecer a participação de todos os envolvidos no bárbaro homicídio, qualificado pelo motivo torpe e cruel.

"Esse foi o nono homicídio do ano na cidade, sendo todos os casos anteriores esclarecidos pela Polícia Civil, sempre com irrestrito apoio da Polícia Militar, Instituto Geral de Perícias (IGP), Ministério Público e Poder Judiciário", atribui o delegado.

 

 

 

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