Na manhã desta quinta-feira (29), a Polícia Civil localizou nas dependências de uma agência bancária, no bairro Sarandi, em Porto Alegre, uma idosa que teria sido sequestrada.

A suposta vítima era uma idosa de 74 anos. Ela deixou sua residência, em Alvorada, na manhã da quarta-feira (28) e não retornou para casa.

 

 

Durante a noite, os familiares da idosa passaram a ser extorquidos por meio de ligações telefônicas de números desconhecidos. A quantia solicitada a título de resgate foi R$ 30 mil.

A Polícia Civil foi acionada, primeiramente, pela Delegacia de Polícia de Taquari, onde residem familiares da idosa.

Posteriormente, a 2ª DPPA (Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento) de Porto Alegre e a 1ª Delegacia de Roubos da Deic (Diretoria Estadual de Investigações Criminais) passaram a proceder as diligências necessárias à localização da vítima.

Confirmou-se que a idosa não havia sido sequestrada. Na realidade, ela foi contatada por telefone celular por criminosos que a enganaram, dizendo que estavam em poder de familiares dela.

Seguindo as orientações dos criminosos, a idosa deveria não desligar a ligação telefônica e seguir para outros locais, bem como pagar aos sequestradores valores para a libertação dos membros da família.

Diante das ameaças, a senhora idosa se instalou em uma pousada, em Alvorada, durante a noite e, em nenhum momento, deixou de estar ao telefone com os criminosos.

Os bandidos a ameaçaram e disseram que, caso não fizesse o que eles mandavam, seus familiares seriam mortos.

Durante o dia, porém, ela fez transferências e depósitos bancários para contas de pessoas no Rio de Janeiro.

Enquanto a idosa seguia as orientações dos criminosos, seus familiares acreditaram que ela, sim, era a vítima de sequestro.

Na manhã de quinta, após incessantes diligências de campo e por meios eletrônicos, a Polícia Civil conseguiu identificar a saída da vítima da região de Alvorada e seu direcionamento para a região norte de Porto Alegre.

Foi em uma agência bancária que ela, ao ser surpreendida por policiais, tomou conhecimento de tudo o que se passava.

As diligências prosseguem agora, com a finalidade de, ao menos, buscar o ressarcimento patrimonial.

Alerta

A Polícia Civil investiga outros casos ocorridos recentemente, também atendidos pela 1ª DR/Deic, com desfecho semelhante.

Nesse sentido, a Polícia Civil alerta a todos que orientem familiares, especialmente pessoas idosas, acerca desse modo de prática criminosa.

Ainda, sempre que estiverem diante de uma situação como a citada, procurem a Delegacia de Polícia mais próxima, a fim de que haja o devido assessoramento na solução do caso.

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