Uma idosa de 82 anos foi vítima do golpe do bilhete premiado em Criciúma. Ela perdeu R$ 75 mil com a proposta de receber dos golpistas R$ 1 milhão. Segundo o delegado Jorge Giraldi, o crime foi praticado nos mesmos moldes já conhecidos.

Um golpista aborda a vítima falando que precisa de ajuda para sacar o valor que “ganhou” - neste caso, foi dito R$ 2 milhões -, e que a ajudará financeiramente caso receba o auxílio. Neste meio tempo, aparece um segundo golpista visando dar veracidade à história. Simulam ainda ligações à Caixa Econômica Federal, da qual um outro golpista atende, ou nem atende.

Neste caso, o golpista disse que era testemunha de Jeová e que não poderia ficar com a quantia. A vítima foi até o apartamento e entregou o cartão do banco aos criminosos que foram até a agência retirar toda a quantia que ela tinha depois de ver o extrato.

Com um bolo de papel enrolado em uma nota falsa de R$ 100, entregaram à vítima para ela então sacar a quantia achando que já estava em posse de grande valor. Depois, fugiram.

“No golpe do bilhete premiado, a vítima é induzida a aplicar um golpe no golpista que se passa por coitadinho. Cresce o olho, no dito popular. Na verdade essas pessoas têm que assistir mais jornalismo e menos novela. Não é possível que ainda caiam nesse tipo de golpe com tanta informação divulgada no noticiário. É um golpe centenário”, alertou o delegado.