O Hospital e Maternidade Jaraguá divulgou nesta sexta-feira (13) um boletim informando a situação clínica da menina de 5 anos que está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica. A criança foi socorrida após permanecer dentro de um veículo sob forte calor na tarde de quinta-feira (12).
De acordo com a nota oficial, a paciente apresenta quadro estável, encontra-se consciente e consegue se comunicar. Ela segue sob observação contínua da equipe médica.
O hospital informou ainda que o acompanhamento é realizado por profissionais de diferentes especialidades, responsáveis pelo monitoramento constante e pela adoção das condutas necessárias para garantir a evolução adequada do quadro clínico.
“Novas atualizações serão comunicadas em caso de mudanças relevantes no quadro clínico e mediante autorização da família, observados os limites legais”, destacou.
A instituição também reafirmou seu compromisso com a proteção de dados pessoais e sensíveis, nos termos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD); com o sigilo médico, conforme previsto no Código de Ética Médica; e com a transparência responsável, restrita às informações que possam ser divulgadas sem prejuízo à privacidade da paciente.
Investigação em andamento
O caso também é apurado pela Polícia Civil de Jaraguá do Sul. A corporação instaurou procedimento para investigar possível crime de maus-tratos, após a criança ter permanecido dentro de um automóvel por cerca de duas horas, em um dia com temperaturas próximas dos 40°C, enquanto o pai estava em um salão para cortar o cabelo.
Inicialmente, familiares levaram a menina ao Hospital São José. Posteriormente, ela foi transferida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital Jaraguá, onde permanece internada.
Na manhã desta sexta-feira, o delegado Augusto Brandão, titular da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente e Idoso, informou que as primeiras medidas já foram adotadas. Entre elas, a solicitação do prontuário médico da paciente. “Será instaurado procedimento para apurar possível crime de maus-tratos”, declarou.