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Homicídio na Via Verde: investigação aponta relação de 22 anos, troca de roupa após o crime e celular jogado no rio

Foto: Fábio Junkes/OCP News

Por: Gabriel JR

17/06/2026 - 17:06 - Atualizada em: 17/06/2026 - 18:04

A mulher de 60 anos presa por matar o empresário Dirson Cardoso, de 58 anos, mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima, que era casado. Segundo a investigação, ela era amante do homem e, apesar de ser separada, vivia com o ex-companheiro.

A prisão da suspeita revelou novos detalhes sobre o caso investigado pela Delegacia de Investigações Criminais (DIC). O crime foi apresentado em coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (17), com a participação do delegado regional Eric Uratani e do delegado titular da DIC, Caléu Mello.

Investigação começou logo após o crime

O delegado titular da DIC, Caléu, explicou que a Polícia Civil foi acionada ainda na segunda-feira, logo após o crime, e iniciou as diligências com coleta de informações, imagens de monitoramento e oitivas de testemunhas.

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Segundo ele, a análise das câmeras foi decisiva para identificar a suspeita. As imagens mostraram uma mulher em atitude suspeita saindo do carro, retirando o casaco que usava e deixando o campo de visão da câmera. Em seguida, um veículo aparece buscando a mulher e seguindo rumo ignorado.

A partir dessas informações, os investigadores chegaram à identidade da suspeita, que foi localizada e confessou o crime de forma detalhada. De acordo com o delegado, ela relatou como foi o dia, as circunstâncias do homicídio e a relação que mantinha com a vítima.

Mulher mostra onde atirou o celular da vítima | Foto: Polícia Civil

Relação antiga e crime dentro do carro

Conforme Caléu, a suspeita afirmou que mantinha uma relação pessoal com Dirson havia cerca de 22 anos. Segundo ela, o relacionamento era turbulento, e a mulher disse que decidiu “dar um basta” na situação.

Ainda de acordo com a investigação, a suspeita pegou uma arma de fogo pertencente ao ex-companheiro, que era vigilante. O crime teria ocorrido após um momento de confiança entre os dois dentro do veículo.

Foto: Polícia Civil

O delegado explicou que a vítima teria acreditado que os dois haviam tido um contato íntimo naquele momento. Durante a distração, conforme o relato da presa, ela efetuou dois disparos no pescoço de Dirson.

Após o crime, a mulher deixou o local e chamou o filho para buscá-la. Segundo a Polícia Civil, ele não sabia do homicídio e teria sido chamado em um contexto que envolvia um deslocamento para um bazar ligado a uma igreja. O veículo tinha GPS, que confirmou que ele buscou a mãe e depois retornou.

Foto: Divulgação

Tentativa de apagar vestígios

A Polícia Civil também apurou que a suspeita tentou eliminar provas após o crime. Segundo o delegado, ela voltou para casa, limpou a arma de fogo, lavou a roupa que usava e devolveu a arma ao local de costume, em cima do armário.

A arma foi localizada e apreendida pelos policiais e será encaminhada à Polícia Científica para confronto balístico.

Outro ponto considerado relevante pela investigação foi o descarte do celular da vítima. A suspeita confessou que retirou o aparelho do local, quebrou o celular e o jogou no rio.

De acordo com Caléu Mello, não há indícios de participação de outras pessoas no crime. A investigação aponta que a mulher é a única responsável pelo homicídio. Ela não possuía antecedentes criminais.

Foto: Fábio Junkes/OCP News

Resposta rápida da Polícia Civil

Durante a coletiva, o delegado regional Uratani destacou a gravidade do caso e a atuação da Polícia Civil na elucidação do homicídio. Ele lembrou que Dirson foi encontrado morto na segunda-feira (15), dentro de um Fiat Fastback, na Via Verde, no bairro Ilha da Figueira, em Jaraguá do Sul.

A vítima apresentava ferimento causado por disparo de arma de fogo no pescoço. A Polícia Civil apurou que um dos projéteis transfixou o corpo e atingiu o vidro traseiro do veículo. A arma usada no crime e o celular da vítima foram retirados do local.

Com a confissão da suspeita e a conclusão das diligências, a Polícia Civil considera o caso esclarecido.

 

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Gabriel JR

Repórter e radialista com 15 anos de experiência na área de comunicação