Durante a sessão foram apresentados áudios onde a vítima, chorando, se despede de seus familiares | Foto Divulgação
Durante a sessão foram apresentados áudios onde a vítima, chorando, se despede de seus familiares | Foto Divulgação

Em sessão do Tribunal do Júri realizada nesta quinta-feira (14), na Comarca de Itapoá, um homem foi condenado a 17 anos e 11 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelo crime de feminicídio, triplamente qualificado, e destruição de cadáver, em razão do assassinato de sua ex-namorada, ocorrido no ano de 2017.

O homem teria efetuado um disparo de arma de fogo contra a cabeça da vítima e, em seguida, ateado fogo no cadáver, abandonando-o em local deserto, com o objetivo de assegurar a impunidade do delito. O corpo da vítima foi encontrado dias após o crime, parcialmente carbonizado, já em estado de decomposição.

Durante a sessão foram apresentados áudios de WhatsApp onde a vítima, chorando, se despede de seus familiares pressentindo o evento fatal, bem como áudios ameaçadores do acusado contra a vítima.

O réu possuía 28 anos de idade à época dos fatos e foi acusado pelo Ministério Público de homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e contra mulher em contexto de violência doméstica (feminicídio), além de destruição de cadáver, tendo o Conselho de Sentença reconhecido a autoria de ambos os delitos, além de todas as qualificadoras.

A sessão foi presidida pela juíza Aline Vasty Ferrandin, titular da 2ª Vara da Comarca de Itapoá e o réu foi encaminhado à Penitenciária de Joinville. A defesa recorreu da sentença.

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