Um homem acusado de matar a ex-companheira com 66 facadas foi condenado a 16 anos de prisão, na última quarta-feira (28). O crime ocorreu no dia 2 de abril de 2020, em Balneário Camboriú, no Litoral Norte catarinense.

Denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), ele foi condenado por feminicídio, cometido por motivação torpe, com o uso de meio cruel e sem possibilitar a defesa da vítima.

 

 

Conforme os autos, o homem foi até a quitinete em que a ex-companheira morava, pulou o muro e entrou na residência, onde atacou com golpes de faca um homem que havia levado a vítima até a casa dela. O homem conseguiu se desvencilhar do ataque e fugiu do local.

Em seguida, o réu atacou a ex-companheira e desferiu 66 facadas nela. A mulher veio a óbito no local.

Ciúmes

O crime foi motivado pelo sentimento de posse e ciúmes, já que o autor não aceitava o término do relacionamento com a vítima e acreditava que a ex-companheira e o homem mantinham um relacionamento.

Segundo o promotor André Ghiggi Caetano da Silva, o crime foi praticado de forma cruel: "O acusado descarregou toda sua ira na vítima, agiu de forma atroz, sádica, movido pelos piores sentimentos de torpeza acreditando ter a posse da ex-companheira".

Ele ressalta, ainda, que "estamos vivendo um surto de feminicídio, o que merece mais atenção da sociedade. Na medida que acumula condenações, o Tribunal do Júri torna-se instrumento preventivo de novos casos como este, desencorajando outros homens a adotarem igual conduta criminosa".