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Homem que decepou mão da ex é condenado a mais de 60 anos em SC

Foto: Reprodução

Por: Renan Cesar Ribas

18/09/2026 - 20:09 - Atualizada em: 18/09/2026 - 20:24

Um homem de 23 anos foi condenado nesta sexta-feira (18) a 60 anos, cinco meses e seis dias de prisão, em regime fechado, por tentar matar a ex-companheira e outras duas pessoas que tentaram ajudá-la em Rio Negrinho. O crime ocorreu em 24 de outubro de 2025, quando ele foi até o supermercado onde a ex-namorada, Késsia de Souza Veiga, trabalhava, armado com um facão e duas facas. Inconformado com o fim do relacionamento, ele desferiu golpes principalmente contra a cabeça, o pescoço, os braços e as mãos da vítima.

Késsia sofreu múltiplos ferimentos profundos, fraturas cranianas e amputação parcial da mão direita. Posteriormente, foi necessária a amputação cirúrgica do antebraço. Duas pessoas que tentaram impedir o ataque também foram feridas: uma funcionária sofreu um corte profundo no rosto e um funcionário foi atingido por golpes na cabeça, no pescoço e nos braços. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as vítimas sobreviveram devido à intervenção de outras pessoas e ao atendimento médico.

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O réu foi denunciado por tentativa de feminicídio e duas tentativas de homicídio. Os jurados acolheram as provas e a tese apresentadas pelo MPSC e reconheceram as qualificadoras apontadas na denúncia, incluindo motivo fútil, motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Na sentença, a Justiça também determinou o pagamento de R$ 80 mil à ex-companheira e R$ 60 mil às demais vítimas como reparação pelos danos causados.

A prisão do condenado foi mantida e ele não poderá recorrer em liberdade. Também foi determinada a execução provisória da pena. Familiares das vítimas acompanharam o julgamento. Késsia afirmou que considerou o resultado do júri positivo e que “a justiça foi feita”, além de elogiar o trabalho do Ministério Público.

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Renan Cesar Ribas

Jornalista formado pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó), com mais de 14 anos de experiência.